Em 60 dias, 7 inocentes foram mortos por PM do Rio

Na segunda-feira, um administrador vítima de seqüestro-relâmpago foi morto em ação

Clarissa Thomé e Talita Figueiredo, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2008 | 10h18

Nos últimos dois meses, pelo menos sete inocentes morreram assassinados por policiais militares no Estado do Rio. Dez dias antes do assassinato por engano do administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, dois policiais militares fuzilaram o carro da advogada Alessandra Soares, atingindo seu filho João Roberto, de 3 anos, com três tiros.  Veja tambémVítima de seqüestro relâmpago é morta por PMs após perseguição Delegado define caso como roubo seguido de morte Secretário defende abordagem dos policiais Infoglobo publica nota e lamenta morte de Costa  Galeria de Imagens: Tragédia no Rio O menino morreu no dia seguinte. O irmão de João Roberto, Vinícius, de apenas 9 meses, também estava no carro e não foi atingido, mas a perícia encontrou uma perfuração na cadeirinha onde ele viajava. Na ocasião, os policiais confundiram o carro da advogada com o de criminosos que perseguiam. O carro em que estavam os bandidos era um Stilo preto; o da mãe das crianças, um Palio Weekend grafite. Além de Luiz Carlos e João Roberto, também foram vítimas de PMs o menino Ramon Fernandes, de 6 anos, morto na favela do Muquiço durante perseguição a um traficante e o cantor gospel William de Souza Marins, de 19 anos, confundido com um criminoso por policiais do 14º Batalhão (Bangu).  Aumentam a lista o estudante Daniel Duque, de 18 anos, morto em frente à boate Baronetti, em Ipanema, por um PM que fazia segurança para a família de uma promotora (leia nesta página o relato da mãe do jovem), e o menino Brian da Silva Alves, de 8 anos, baleado na cabeça dentro de uma lan house durante uma operação policial na favela Cidade de Deus.  A morte da engenheira Patrícia Branco de Franco, de 24 anos, desaparecida há mais de um mês, também está sendo atribuída a policiais militares: peritos encontraram fragmentos de balas no carro da engenheira e investigam se ela foi vítima de uma falsa blitz. Na terça-feira, os pais de Patrícia se reuniram com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e cobraram maior empenho na investigação.

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