Em ação conjunta,Aécio e Alckmin definem líder

Em mais um movimento de aproximação, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves chancelaram um acordo em torno da nova liderança do PSDB na Câmara dos Deputados no ano que vem.

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

Segundo esse entendimento, que está praticamente consolidado, o próximo líder da bancada tucana na Câmara deverá ser o deputado paulista Duarte Nogueira (SP), aliado de Alckmin e de quem foi secretário da Agricultura entre 2003 e 2006. De acordo com as negociações, Duarte assumiria a liderança da bancada, por um ano. Os mineiros indicariam o novo líder da minoria, posto que deve ficar com Paulo Abi-Ackel (MG), e Eduardo Gomes (TO) ficaria com a indicação para um posto na Mesa Diretora.

Alckmin e Aécio conversaram ontem por telefone para selar o entendimento, que prevê o revezamento dos cargos: em 2012, seria a vez de Abi-Ackel ir para a liderança da bancada.

O acordo evidencia a aproximação de duas lideranças tucanas num momento de discussão no PSDB após a derrota eleitoral do ex-governador José Serra. Teve início com conversas entre os deputados Edson Aparecido, do lado de Alckmin, e Rodrigo de Castro, do lado de Aécio. Na semana que vem, haverá um almoço da bancada paulista para anunciar o entendimento.

A decisão final sobre a bancada sairá no dia 26 de janeiro. Para o deputado Otávio Leite (RJ), que corre por fora para ser o líder, o acordo entre os paulistas e mineiros não é fato consumado.

"Tenho apreço por Duarte e por Paulo, mas minha perspectiva é compreender o partido de maneira mais nacional", disse Leite. "O PSDB não é São Paulo e Minas apenas."

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