Em agenda casada com presidente, Dilma recebe apoio de petroleiros

Às vésperas do segundo turno das eleições, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, manteve ontem a agenda casada com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Horas depois de o presidente visitar navio plataforma, no Rio, que dará início à produção de petróleo da camada pré-sal do campo de Tupi, na Bacia de Santos, Dilma recebeu o apoio de representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), defendeu a Petrobrás e acusou os tucanos de quererem privatizar a estatal.

Eugênia Lopes, Vera Rosa e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2010 | 00h00

"É uma enrolação dizer que nós privatizamos a Petrobrás. Foram eles que queriam privatiza", afirmou. Ela argumentou que a camada de pré-sal descoberta é "bilhete premiado" e que Serra teria a intenção de privatizar essa riqueza. "O Brasil sabe quem é a favor da Petrobrás e do pré-sal e quem é a favor que as empresas estrangeiras operem o pré-sal", observou a petista.

Na reta final da campanha, Dilma está se poupando para o debate de hoje à noite na TV Globo. Segundo assessores da campanha, ela já gravou as cenas do último programa eleitoral de segundo turno. Com músicos vestidos de smoking tocando o Hino Nacional e uma bandeira gigante do Brasil, o programa terá a participação do presidente Lula, que pedirá votos para sua candidata. Dilma vai terminar sua campanha amanhã em Minas, com uma caminhada pelas ruas da capital.

Convencida de que deveria dedicar atenção aos militares, Dilma assinou carta-compromisso em que garante dar à categoria prosseguimento à Estratégia Nacional de Defesa. Como Serra, ela enfrenta resistência das Forças Armadas, principalmente pelo passado de guerrilheira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.