Em Alagoas, plano de ação para regiões atingidas está atrasado

Maior dificuldade, segundo diretor-geral do TRE, é encontrar e cadastrar novos [br]locais de votação

Ricardo Rodrigues / Maceió, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2010 | 00h00

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) ainda não tem um plano de ação para as eleições nos municípios atingidos pelas enchentes no Estado. O presidente do TRE-AL, desembargador Estácio Luiz Gama de Lima, disse que até o fim de agosto esse planejamento deverá ficar pronto, com base no levantamento de campo e no mutirão para a emissão da segunda via do título de eleitor.

Segundo ele, o trabalho de recuperação dos documentos da população afetada pelas cheias está sendo realizado pelo Tribunal de Justiça, em parceria com órgãos estaduais e federais.

"O tribunal participa do projeto Justiça Solidária, que envolve vários órgãos do Judiciário federal e estadual, a Delegacia Regional do Trabalho e instituições das administrações ligadas aos serviços públicos estaduais", explica Gama de Lima.

As atividades do projeto, segundo ele, são voltadas para as populações dos municípios mais afetados pelas chuvas e enchentes de junho e considerados em situações de calamidade pública e de emergência.

Os trabalhos da Justiça Solidária nessas áreas foram iniciados em 19 de julho e se estendem até 12 de agosto. Autoridades, técnicos e voluntários envolvidos no mutirão vão passar por mais de 15 municípios, entre eles Branquinha, Quebrangulo e Santana do Mundaú.

Além disso, esses profissionais estão de plantão nos dias de feira nessas cidades para fornecer as segundas vias dos títulos eleitorais das pessoas que tiveram os documentos extraviados. Segundo o diretor-geral do TRE, coronel João Ramalho Filho, só após esse mutirão é que o tribunal vai avaliar se deve pedir ou não ao TSE que os eleitores das áreas atingidas pelas enchentes votem sem apresentar o título, acompanhado de outro documento de identificação.

Sistema biométrico. O diretor-geral do TRE disse ainda que dos 11 municípios alagoanos que terão eleição pelo sistema biométrico, no qual o eleitor é reconhecido pelas digitais, três foram afetados pelas cheias: Rio Largo, Branquinha e Quebrangulo.

"Nesses municípios, o eleitor não precisará de documento para votar, basta apenas comparecer ao local de votação, já que sua identificação será feita pela impressão digital", explicou.

A maior dificuldade, de acordo com o diretor-geral do órgão, é encontrar e cadastrar novos locais de votação, já que várias escolas foram destruídas ou estão servindo de abrigo para as vítimas das cheias.

"Na cidade de Branquinha, por exemplo, teremos dificuldade para organizar a votação, já que praticamente todos os prédios foram destruídos. Por isso, estamos estudando a possibilidade do usar barracas e urnas com baterias", comentou Ramalho. "Mas tudo isso depende desse levantamento e da solicitação que será feita ao TSE."

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