Em Angra, 87 imóveis estão sob suspeita de ocupação irregular

Casas que tenham irregularidades ou construídas em área de risco deverão ser derrubadas

Agência Brasil,

19 Janeiro 2010 | 18h34

O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) notificou 87 imóveis por suspeita de irregularidades na ocupação do solo, durante vistoria em Ilha Grande, no município de Angra dos Reis, no sul fluminense. Com isso, os proprietários dessas casas terão que comprovar, por meio de documentos, que foram autorizados a ocupar as áreas e construir seus imóveis.

 

A fiscalização do Inea foi iniciada logo depois dos deslizamentos de terra que mataram pelo menos 53 pessoas em Ilha Grande e no centro de Angra dos Reis, durante as chuvas do primeiro dia do ano.

 

O levantamento feito pelo Inea em Ilha Grande identificou 23 pontos de deslizamento de terra. Também foi constatado que, ao longo de 70 anos, a ilha sofreu um processo de ocupação lenta, desordenada e irregular, principalmente nas áreas de Provetá, Praia Vermelha e Araçatiba.

 

Em relatório, o Inea propõe a ampliação do Parque Estadual de Ilha Grande para que englobe também as áreas de risco. Outra recomendação do documento é que a prefeitura de Angra faça um levantamento de todas as construções da ilha. As casas que estejam em situação irregular ou que tenham sido construídas em área de risco deverão ser derrubadas. Já as construções irregulares em andamento terão que ser embargadas.

 

O Inea também propõe a realização de estudos mais detalhados da geologia da ilha e a interdição, pela Defesa Civil, de todas as áreas de risco de deslizamento e desabamento de Ilha Grande.

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