Em Bacabal, no Maranhão, os desalojados foram parar em estábulo

Não bastasse a tragédia das enchentes, em Bacabal, uma das cidades mais atingidas pelas chuvas no Maranhão - são 6.690 as pessoas desabrigadas/desalojadas no município -, algumas pessoas foram levadas temporariamente para um abrigo inusitado: um estábulo da Exposição Agropecuária de Bacabal (Expoaba). Mas o improviso durou pouco. O juiz da 1ª Vara de Bacabal, Osmar Gomes dos Santos, interditou o local por falta de condições de higiene. As pessoas foram removidas para outro local. Em Trizidela do Vale, onde há 8.153 desalojados/desabrigados, as águas também começam a invadir os abrigos. O Rio Mearim não para de subir. Ele já está 10,5 metros acima do nível normal. Sem ter aonde ir, seis famílias dividem espaços de 40 a 50 metros quadrados. A governadora Roseana Sarney (PMDB) admitiu o problema de acomodação para os atingidos e solicitou ao governo federal pelo menos 500 barracas de lona para atender a demanda. TRÂNSITOEm Salvador, duas das principais avenidas, a Ogunjá e a Centenário, foram interditadas por causa de deslizamentos de terra de encostas, que invadiram a pista. O bloqueio causou congestionamentos, em especial na Barra e no centro.Na madrugada, parte do forro do teto da Residência Universitária I da Universidade Federal da Bahia (Ufba) ruiu, por causa de uma infiltração. Ninguém ficou ferido. Os estudantes fizeram um protesto na frente da reitoria da instituição e conseguiram ser transferidos para pousadas da região. Na residência moram cem estudantes que já haviam sido vítimas, há duas semanas, de um alagamento, por causa do estouro de uma tubulação de água. Sessenta deles passaram uma noite acampados na reitoria. Segundo a administração, um prédio está sendo construído para abrigar os alunos. As obras devem acabar em outubro.Cem cidades do semiárido baiano, muitas a menos de 200 km de Salvador, sofrem com a seca. Duas mil cisternas de 8 mil litros de água já foram disponibilizadas aos municípios. Carros-pipa também levam água.

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