Em Brasília, pai de Liana pede redução da maioridade penal

O advogado Ari Friedenbach percorreu hoje gabinete de vários senadores e deputados em Brasília, como parte de sua campanha para alterar a maioridade penal. Desde a morte de sua filha, a adolescente Liana, no início do mês, em Embu-Guaçu (SP), o advogado tornou-se defensor desta idéia.O primeiro encontro foi com o senador Magno Malta (PL-ES), autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade para 13 anos, no caso de crimes hediondos, e receberá o nome de Liana Friedenbach.O advogado visitou ainda os senadores Romeu Tuma (PFL-SP) e José Sarney (PMDB-AP). Nesta quarta-feira, ele pretende encontrar-se com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. "Quero conhecer todas as idéias e me tornar uma peça atuante nos debates", afirmou.Friedenbach defende a punição de menores, qualquer que seja idade, com penas de privação da liberdade, mesmo que parte seja cumprida em instituições de menores. "Sou contra limites de idade. Cometeu crime hediondo, tem de receber punição exemplar", disse.O advogado negou que sua defesa pela criminalização de menores seja apenas uma reação emotiva à tragédia que sua família enfrentou. "Estou tranqüilo. Sei que minha filha não vai mais voltar. Mas também sei que posso dar minha contribuição, posso ajudar no debate sobre a violência que afeta o País. Não vou consertar o mundo, mas posso ajudar um pouco."Para o senador Magno Malta, a PEC de sua autoria deve ser considerada como "uma lei pedagógica, didática." Ele avalia que senadores terão sensibilidade para dar um tratamento rápido a essa questão. "Trouxemos uma resposta urgente a uma questão que a própria sociedade abordou. Esse grito é da rua. Parlamentares estão sensíveis a esta questão", acredita.No Congresso, existem várias propostas de projeto de lei que tratam da redução da maioridade penal. Uma comissão deverá ser criada para analisar todos os projetos.

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