Em Caieiras, sem-teto ocupam dois prédios particulares

Enquanto o grupo de sem teto teve de deixar o prédio do extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), no centro da capital paulista, 150 pessoas continuam ocupando os dois prédios de cinco andares ainda em obras, em Caieiras, na Grande São Paulo. O grupo tem principalmente mulheres adultas e algumas crianças e idosos. Segundo a coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto da Zona Oeste, Elenice Pereira Simões, de 42 anos, as pessoas que estão na invasão da obra abandonada não têm condições de pagar moradia própria. "A polícia esteve aqui e explicamos que este é um movimento pela moradia feito em todo o Brasil, como o prédio é particular os policiais foram embora", disse. Quando uma propriedade particular é invadida, para que os policiais desocupam o local é necessário uma ordem judicial. O coordenador-geral da União dos Movimento dos Sem-Teto da Grande São Paulo e Interior (UNM), José de Abraão, disse que o objetivo é negociar a compra dos dois prédios com os proprietários. "Queremos ver se há possibilidade de venda para transformarmos os apartamentos em moradia popular", afirmou. Segundo ele, o movimento dos sem teto enfrenta dificuldades com o governo em todos os níveis, municipal, estadual e federal. "No governo federal, encaminhamos nossas demandas, mas elas emperram no Ministério das Cidades e na Caixa Econômica Federal". A onda de protestos contra políticas habitacionais começou em Brasília, em frente ao prédio do Ministério das Cidades, onde manifestantes montaram um acampamento para reivindicar mais dinheiro para a construção de casas para a população de baixa renda. Coordenados pela União Nacional por Moradia Popular (UNMP), cerca de 150 movimentos de moradia prometeram mobilizar 100 mil famílias em dez Estados.

Agencia Estado,

11 Abril 2007 | 02h57

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