Em Campo Grande, Força Nacional aguarda ordens do governo

Os membros da Força Nacional de Segurança Pública, que estão há três dias em Campo Grande, estão preparados para agir e esperam um plano de ação em todo o Mato Grosso do Sul. Contudo, durante esse período, todas as ações ficaram limitadas a simples fiscalizações de ônibus, caminhões, utilitários e alguns automóveis, nas saídas de Campo Grande para Ponta Porá, na divisa com o Paraguai e saída para Corumbá, no Pantanal, divisa com a Bolívia.A única resposta para essa situação é a mesma apresentada pelo sub-comandante da tropa federal, Major Dan Câmara: "Estamos prontos para agir mediante ordens do Estado". Enquanto isso, a conta está crescendo em R$ 23,2 mil diários. Cada um dos policiais recebe R$ 116 para pagamento de diárias em hotéis e estão somente esperando para iniciar "as ordens no Estado". Apenas nos três dias de estadia em Campo Grande, o total já chega em R$ 69,6 mil, gastos sem nenhum resultado efetivo. Um oficial da Polícia Militar do Estado, observou que faltou a organização de um planejamento para alimentação e acomodação da tropa. Um dos exemplos nesse sentido, aconteceu no primeiro dia em que chegaram. Depois de analisar três opções de lugar para alojamento, ficou decidido que os policiais teriam como base o Centro de Ensino da Polícia Militar, mas colchões e beliches só foram levados para o local na noite de sexta-feira. Segundo o major Câmara, existe o temor de que essa dificuldade deva ser enfrentada também no interior do Estado, já que a maioria das cidades não possui estrutura para receber cerca de 40 a 50 homens. Foram montadas bases estratégicas para atuarem em cinco frentes diferentes foram de Campo Grande.

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