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Em carta à Indonésia, procurador pede adiamento da execução

Janot quer que sejam consideradas outras formas de punição ao brasileiro Marco Archer, como o cumprimento da pena no Brasil

Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2015 | 20h39

BRASÍLIA - O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma carta nesta sexta-feira, 16, ao chefe do Ministério Público da Indonésia, H M Prasetyo, pedindo que o governo indonésio adie a execução do brasileiro Marco Archer em oito semanas. Archer foi condenado à pena de morte por fuzilamento pela prática de tráfico de drogas e tem sua execução marcada para o próximo domingo.

No mesmo documento, o PGR pede ainda a substituição da sentença de morte do brasileiro Rodrigo Goularte, que também está no corredor da morte na Indonésia por ter praticado tráfico de drogas no país. Segundo a PGR, a intenção do adiamento é promover o diálogo entre as Procuradorias Gerais dos dois países numa tentativa de que a execução por fuzilamento dos brasileiros seja reconsiderada. "Compartilho o ponto de vista de que o tráfico de drogas é um crime muito grave, que merece a devida punição", escreveu Janot, ponderando que não pretende ferir a soberania da Indonésia e nem pedir anistia dos condenados. 

A intenção de Janot é propor que sejam consideradas outras formas de punição, como o cumprimento da pena em penitenciária no Brasil. "Apesar de seus atos ilícitos, devemos considerar a situação extrema de ser sentenciado à morte em uma terra estrangeira. Tal circunstância produz uma sensação de solidão e abandono." O Procurador propôs ainda que seja negociado um novo tratado entre os dois países para a transferência de presos entre Brasil e Indonésia. 

Apelo. A presidente Dilma Rousseff também tentou impedir a execução dos brasileiros e chegou a falar ao telefone com o presidente indonésio Joko Widodo. Apesar do apelo da Presidência da República brasileira, a Indonésia manteve a execução para o domingo. 

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