Em carta, mulher de Bruno diz que trocou defesa após ser coagida

Polícia teria informado família sobre um possível descaso; advogado do goleiro volta a representá-la

Eliane Souza, especial para o Estado

20 de julho de 2010 | 18h02

BELO HORIZONTE - O advogado Ércio Quaresma Firpe divulgou na tarde desta terça-feira, 20, uma carta escrita pelo próprio punho de Dayanne Souza, mulher do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes Souza, em que ela afirma que o advogado voltará a fazer sua defesa.

 

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Na carta, ela diz que na sexta-feira, 16, por volta de 7 horas da manhã, foi levada para o Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, onde iria prestar depoimento. No local, ela teria sido orientada por familiares a trocar de advogado após a polícia relatar um possível descaso da atual defesa com o caso.

 

Ainda segundo a carta, Dayanne teria sido informada que seu depoimento havia sido filmado, ato não autorizado por ela. Durante seu depoimento, Dayanne afirmou que Bruno pediu para que ela ficasse com o filho de Eliza porque ele iria viajar e Eliza havia saído para fazer compras.

 

Dayanne está presa por subtração de incapaz no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, na região metropolitana da capital mineira. Ela foi autuada depois de tentar esconder o bebê de Eliza de quatro meses.

 

Ércio Quaresma representa outros suspeitos no envolvimento no sumiço de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno. A jovem sumiu no início de junho. Um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, confirmou à polícia que Eliza foi morta por estrangulamento. O corpo ainda não foi localizado.

 

Relaxamento negado. A juíza Marixa Lopes Rodrigues, da comarca de Contagem, em Minas Gerais, negou na tarde de hoje o pedido de revogação da prisão temporária feito pela defesa de Dayanne. O pedido foi feito ontem à tarde.

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