Em casa, bebê anencefálica completa cinco meses

A comemoração dos cinco meses de Marcela de Jesus Ferreira, nesta sexta-feira, não terá nada de especial. A bebê anencéfala (sem cérebro), que desde quarta-feira está com a mãe numa casa do bairro Marumbé, em Patrocínio Paulista, na região de Ribeirão Preto, terá apenas a companhia da mãe, e talvez alguma visita inesperada. O pai Dionísio e as irmãs Débora e Dirlene deverão visitá-la novamente apenas no domingo, já que continuam no sítio, a 18 quilômetros da cidade. A mãe Cacilda cuida da filha com toda a dedicação e também das tarefas domiciliares. Na quinta, uma equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) e agentes de saúde visitaram a residência de Cacilda e Marcela e fizeram um cadastro. As visitas serão diárias. A pediatra Márcia Beani Barcellos continuará responsável por Marcela, mas com visitas menos constantes. Cacilda não esconde a alegria em cuidar sozinha da filha e, por enquanto, nem pensa na ajuda de alguma enfermeira, que a Santa Casa poderá ceder diariamente, se houver necessidade. Mas algumas enfermeiras e até o provedor da Santa Casa, Emílio Bertoni, já visitaram Marcela em casa. Marcela fica no único quarto da casa, no berço que já foi das irmãs, respirando com o auxílio do concentrador elétrico e do capacete de oxigênio. Às vezes, respira sem a ajuda dos aparelhos. Mas até um cilindro de oxigênio já está disponível, caso falte energia elétrica. Aos poucos, os parentes visitam Cacilda e a filha. A mãe ainda pretende fazer crochê, atividade que aprendeu durante os quase cinco meses que ficou no hospital, ao lado da filha. Mas no momento ela só se preocupa com a filha, que está bem de saúde e pesando quase 5 quilos. Uma vitória para quem, segundo as previsões médicas, ainda durante o parto, sobreviveria poucas horas.

Agencia Estado,

20 Abril 2007 | 11h15

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