Polícia Militar/Divulgação
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Em cinco dias, Maranhão tem 16 ataques a ônibus

Na noite desta segunda, homens atacaram veículo, mas moradores e motorista impediram destruição; Força Nacional chega nesta terça

Diego Emir, Especial para o Estado

24 Maio 2016 | 10h41

SÃO LUÍS - Aconteceu na noite desta segunda-feira, 23, o 16º ataque a ônibus desde a última quinta-feira, 19. Na zona rural da capital maranhense, homens atacaram um veículo que terminou com a destruição de apenas três assentos, pois moradores e o motorista agiram rápido para evitar a queima total do coletivo.

Segundo informações do comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitana I (CPAM I), coronel Pedro Ribeiro, a tentativa de incêndio aconteceu por volta das 19h50 e três cadeiras foram perdidas durante a combustão.

"Nós recebemos informes de que um ônibus foi queimado nessa área por volta das 19h50. Mas foi apenas um princípio de incêndio e somente três bancos foram queimados", afirmou o coronel.

Enquanto os ataques a ônibus não cessam, facções criminosas também impõem o terror a moradores de São Luís. Desde o último sábado, 21, boa parte do comércio do bairro Coroadinho fechou as portas depois que bilhetes com ameaças foram distribuídos pelas ruas do bairro. 

Em bilhete distribuído - sem autoria reivindicada - é anunciado que todos os comerciantes devem fechar as portas, caso contrário os comércios serão incendiados e saqueados.

O Coroadinho é a quarta maior favela do país e a primeira do Norte e Nordeste. Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 65% dos jovens estão envolvidos em crimes ou consomem algum tipo de droga, enquanto 70% das famílias ganham menos de um salário mínimo, hoje, cotado no valor de R$ 880.

Está prevista para a manhã desta terça-feira, 24, a chegada de 128 homens e 20 viaturas da Força Nacional de Segurança. Eles vão ajudar no policiamento da região metropolitana.

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