Em debate, Dilma Roussef admite mudanças na Infraero

Ministra-chefe da Casa Civil foi questionada sobre as privatizações por representantes da CUT

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2008 | 14h55

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu nesta quinta-feira, 4, em debate com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que haverá mudanças na Infraero. Foi em resposta à questão sobre a privatização dos aeroportos. "O governo não tem decisão definitiva sobre isso. Está tendo modificações na Infraero. É importante que se passe este momento (de mudança) para saber qual a política do governo. Pode até não ocorrer (a privatização) mas está na pauta", afirmou a ministra, sob protesto de alguns sindicalistas do setor, filiados à CUT.   Veja também Exército irá ajudar em obras no Aeroporto de Guarulhos Infraero dependeria do Estado mesmo privatizada, diz Gaudenzi Presidente da Infraero pede demissão   Por não concordar com as privatizações de aeroportos como Galeão, no Rio, e Viracopos, em Campinas (SP), e talvez até mesmo por conta das "modificações na Infraero", Sérgio Gaudenzi, até então presidente da estatal, pediu demissão na terça. Em sua carta de demissão, Gaudenzi voltou a defender a abertura do capital da Infraero como melhor solução para o setor, o mesmo defendido pela maior parte da diretoria da estatal. Com a saída dele, toda a direção da Infraero pode entregar o cargo.   Durante o debate, que acabou sendo aberto, em determinado momento, Dilma disse que já há desaceleração da economia "pelas características de terem diminuído alguns projetos que já estão na pauta". Na questão do desemprego, a ministra disse que "é muito difícil supor que o governo pode regular sobre emprego". "Não se pode editar medida provisória: fique assim como o emprego está". Em relação a proposta de as empresas oferecerem como contrapartida dos empréstimos oficiais a manutenção do emprego, Dilma disse que poderia encaminhar a discussão ao governo, mas sem tomar partido. "É preciso olhar direitinho o que se deve fazer".

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