Em depoimento, Bola nega ter matado Eliza

Ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, acusado de matar a amante do goleiro Bruno, começou a ser interrogado na madrugada deste sábado

Aline Reskalla, especial para O Estado - atualizado às 10h06

27 Abril 2013 | 09h21

Após 11 horas de leituras de peças, começou no madrugada deste sábado, 27, o interrogatório do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Acusado de assassinar e desaparecer com o corpo da amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, o ex-policial se declarou inocente. A juíza Marixa Rodriguez leu a denúncia de que ele teria "asfixiado Eliza até a morte" e depois ocultado o corpo. Questionado se a denúncia é verdadeira, Bola respondeu: "Não, senhora".

 

O julgamento do ex-policial, que entra no sexto dia, será retomado nesta manhã com o seu depoimento. Na madrugada, Bola afirmou que conheceu o goleiro Bruno na prisão. Também disse ter falado com Luiz Henrique Romão, o Macarrão, apenas duas vezes e declarou não ter tido contato direto com ele antes de ser preso. O ex-policial disse que tem uma animosidade entre ele e o delegado Edson Moreira, que depôs por mais de 11 horas neste julgamento. Moreira chefiou as investigações do inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio.

 

Marcos Aparecido também contou como ficou amigo do ex-policial civil José Laureano, o Zezé, investigado por envolvimento na morte da amante de Bruno. Para o Ministério Público, foi Zezé quem apresentou Bola ao goleiro e a Macarrão.

 

Bola afirmou que se tornou amigo de Zezé durante os treinamentos do Grupo de Resposta Especial (GRE) em seu sítio. Disse ainda ser amigo do ex-policial, outro investigado pelo MP, há 22 anos. Durante o depoimento de uma hora, Bola relatou ter sido tratado "como um cachorro" na prisão.

 

Antes de iniciar o depoimento, o ex-policial alegou estar muito cansado e com a saúde debilitada. O advogado dele, Fernando Magalhães, afirmou que orientou seu cliente a responder todas as perguntas.

 

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