Em dia de incêndio político, Serra e Mercadante mantêm a linha

O enfrentamento dos candidatos que lideram a disputa pelo governo de São Paulo, ficou quase imperceptível no horário eleitoral da noite dessa quarta-feira, dia 20, em que o cenário político se manteve incendiado durante toda o dia. Os desdobramentos do episódio do dossiê Vedoin, tentando envolver candidatos tucanos com a compra de ambulâncias superfaturadas, ficaram distantes. A campanha tucana mencionou o que classificou de "baixaria", mas foi logo interrompida por direito de resposta do PT com a garantia de que seu candidato faz "campanha limpa". Para Orestes Quércia, do PMDB, restou recordar os feitos do tempo em que governou.Mas antes disso, sereno, o candidato ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB) voltou a apostar na "grandeza de São Paulo", lembrando da pujança das cidades do Interior que têm o tamanho de muitas capitais do Brasil. E da necessidade de urbanizar as favelas desses grandes núcleos urbanos. "A gente resolve o problema da moradia e gera empregos!", explicou o candidato. Para calçar suas afirmações, o programa mostrou cenas de favelas urbanizadas pelo prefeito Serra, de São Paulo - "mais de 40 mil famílias beneficiadas". O tucano destacou a importância de planejamento e trabalho em conjunto entre Estado e Prefeituras, usando a experiência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Além do testemunhal de famílias pobres beneficiadas na cidade de São Paulo, empresários, sindicalistas, médicos, educadores e prefeitos do Interior apareceram dando seu apoio público a Serra.Aloizio Mercadante, candidato ao governo do PT, abriu sua propaganda com "força total" rumo ao segundo turno, recordando o fato de ter subido mais 5 pontos em pesquisa eleitoral, mas sem dizer que a mesma pesquisa - Datafolha/Globo, apontou Serra como vencedor no primeiro turno. O petista subiu de 18 pontos percentuais para 23 de fato. Mas não chegou à metade das intenções de voto de Serra, que caiu um ponto, de 49 para 48%.Mercadante, aliás, fez lembrar o pedetista Cristovam Buarque que postula o cargo de presidente da República, batendo na tecla única da Educação. O mote da propaganda petista desta noite, após lembrar que Mercadante é o defensor do Pro Uni e do Bolsa Família, foi de que o "bê-á-bá para mudar é Educação em primeiro lugar".O PMDB recordou a "tristeza do desemprego", para que Quércia voltasse ao seu tempo em que o desemprego era de 4%, contra 18% atualmente. "Os governos do PSDB e PT não têm pulso para enfrentar o desemprego", comparou. Para depois dizer que só sua experiência permitirá fazer mais obras e criar mais empregos. "Fiz mais antes, com seu apoio farei tudo de novo", afirmou o candidato.

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