Em dia de protestos, ônibus e metrô param em Belo Horizonte

Sindicado dos trabalhadores havia informado que serviços não seriam interrompidos, mas principais estações tiveram linhas afetadas

Marcelo Portela - O Estado de S.Paulo

11 Julho 2013 | 10h06

BELO HORIZONTE – Ao contrário do que haviam prometido, os rodoviários cruzaram os braços e deixaram sem ônibus os passageiros que tentaram embarcar em algumas das principais estações de Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira, 11. Metroviários também aderiram ao Dia Nacional de Lutas, ato organizado por centrais sindicais. Há registros de protestos em ao menos seis Estados.

Nas estações BHBus, a paralisação pegou os passageiros de surpresa, já que o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte (STTT-BH) havia afirmado que o serviço não seria interrompido. Desde o início da manhã, porém, os coletivos são impedidos de sair das estações Diamante, Barreiro e Venda Nova, por onde passam diariamente cerca de 240 mil pessoas. Na região central da capital mineira, parte das lojas ainda estava fechada nesta manhã.

A estação São Gabriel teve parte das linhas afetada pela paralisação, mas a BHTrans, responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo na cidade, informou que foi disponibilizada uma linha especial para levar os passageiros até a região central. Na estação Eldorado, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, há ônibus em circulação, mas sem a ligação à capital pelo metrô.

Em Belo Horizonte, desde o início da manhã há protestos em diversos pontos. A maior concentração é na Praça Sete de Setembro, no centro, onde pistas das avenidas Amazonas e Afonso Pena chegaram a ser fechadas no início da manhã, gerando um clima de tensão entre manifestantes e policiais militares. A mesma avenida também foi fechada na Cidade Industrial, em Contagem, mas foi liberada no meio da manhã.

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