Giuseppe Lami/EFE/EPA
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Em missa de Domingo de Ramos restrita, papa pede apoio aos que estão em dificuldade na pandemia

Pelo segundo ano consecutivo, início da Semana Santa não teve procissão, missa ao ar livre e presença de milhares de católicos

Redação, AFP, AP e EFE

28 de março de 2021 | 10h38

Pelo segundo ano consecutivo, o Domingo de Ramos e o início das solenidades da Semana Santa não foram de uma Praça São Pedro lotada de católicos e turistas. O papa Francisco celebrou a data neste domingo, 28, em uma cerimônia para um público restrito, na qual se referiu especialmente àqueles que enfrentam as consequências da pandemia da covid-19.

A celebração foi realizada dentro da Basílica de São Pedro, cujo acesso estava restrito. Todos os presentes, exceto o pontífice, tiveram de utilizar máscaras. Cerca de 120 fiéis da Igreja Católica puderam acompanhar a missa, com a manutenção do distanciamento social. Há um ano, o Domingo de Ramos foi de ainda mais restrições, com o papa em uma basílica vazia.

O pontífice falou sobre a população estar mais cansada após mais de um ano de pandemia. “No ano passado, estávamos mais chocados. Este ano, estamos mais provados. E a crise econômica se tornou grave”, disse. 

Ele descreveu a situação como “histórica e social”, que acarreta problemas físicos, psicológicos e espirituais. “Ao longo da Via Sacra cotidiana, encontramos os rostos de tantos irmãos e irmãs em dificuldade. Não passemos, deixemos que os nossos corações se movam com compaixão e se aproximem.”

Tradicionalmente, na data, o papa lidera uma procissão pela praça, em meio a milhares de pessoas com ramos de oliveiras em mãos e, na sequência, celebra uma missa ao ar livre. Em 2021, com exceção da procissão da Via Crucis, na Sexta-Feira da Paixão, todos os atos da Semana Santa ocorrerão dentro da basílica, inclusive a missa de Páscoa. Toda a programação terá acesso restrito.

No fim da homilia deste domingo, o papa rezou pelos atingidos de um ataque a uma catedral católica da Indonésia, que deixou ao menos 14 feridos.

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