Em época de festas

Minha sogra passou muito mal no dia 17 de dezembro e foi ao médico para uma consulta de emergência. O médico pediu que ela fizesse um exame para verificar se terá de ser submetida a uma cirurgia para desobstrução das artérias ou não. Chegando em casa, começamos a epopeia para conseguir uma senha na Unimed Paulistana. A cada ligação, que demorava de 20 a 30 minutos, davam respostas desencontradas e vários números de protocolo. No dia 22, recebi a informação de que iam verificar o laboratório da rede credenciada e me passariam o telefone com a senha. Na véspera de Natal, telefonei para a Central de atendimento e disseram: "O senhor precisa aguardar mais um pouco, afinal estamos no período de festas de fim de ano. Por exemplo, amanhã nem iremos trabalhar." No dia 27, responderam que em breve teríamos notícias. Se não resolverem, vamos pagar uma clínica particular para fazer o exame e acionar o plano de saúde depois. Precisamos do resultado dele para saber se ela terá de ser submetida a uma cirurgia para desobstrução das artérias ou não. Já dei uma bronca na minha sogra pelo fato de ela estar passando mal nessa época. Ela me prometeu que, se sobreviver, tomará todas as precauções para que tal fato não se repita. Enquanto isso, sua saúde piora e esperamos uma resposta.WILSON MENDES DE SOUZASão PauloTânia Bernucci, da Comunicação Corporativa da Unimed Paulistana, diz que houve erro no procedimento do atendente, o que ocasionou o atraso da liberação nos trâmites internos, que envolvem auditorias técnica e médica. O exame foi feito no dia 30/12, acrescenta.O papel da ANSA respeito da matéria sobre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada no Estado em 15/12, gostaria de acrescentar que os processos contra os planos de saúde não têm uma tramitação justa. De fato, desde 2003 estou com um processo contra a Amil engavetado na ANS. Não consigo obter informações há anos sobre ele e isso é o mínimo que um órgão público deveria fazer. O descaso é total.ADEMIR VALEZISão PauloA Agência Nacional de Saúde Suplementar esclarece que a demanda do sr. Valezi se refere a um processo administrativo sancionador, originado pela denúncia do consumidor contra a operadora Amil Assistência Médica Internacional Ltda. em relação à negativa de autorização para a realização de exames médicos. Após a análise dos fatos e provas, a operadora foi multada em R$ 15 mil por ter violado o art. 25 da Lei 9.656/98. A negativa de cobertura para o exame descumpriu cláusula do contrato firmado com o consumidor denunciante. A Amil recorreu da decisão e, após as análises feitas pela ANS, ainda cabe julgamento em 2.ª instância. O julgamento confirmará ou não a aplicação da multa à operadora, portanto, não caberá à ANS obrigar a operadora a oferecer a cobertura.O leitor contesta: É muito estranho o reclamante não ter direito a nada, nem mesmo a ser informado do que se passa com sua reclamação. Não tinha conhecimento da multa à Amil e no último contato que tive com a ANS, em março, um servidor de Brasília simplesmente me disse que eles não tinham nada com isso, porque o processo é de São Paulo, que, por sua vez, é inacessível pela internet. Ou seja, reitero que o descaso parece ser a tônica nas reclamações à ANS, que agora alega não poder obrigar a operadora Amil a cumprir um contrato. Para que serve a ANS? Por que aceita denúncias, se não vai julgá-las? A essa altura creio ter perdido a oportunidade de ingressar com ação judicial contra a Amil e o atraso no julgamento na ANS beneficiou somente a ela.Esclarecimento: Com relação à carta Inspeção só para 43% (22/12), a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo esclarece ao sr. Carlos Koch que a inspeção veicular é obrigatória para os veículos registrados na cidade de São Paulo. Segundo a resolução Conama 256/99, municípios com frota superior a 3 milhões de veículos devem realizar sua própria inspeção. No restante do País, em cidades com frota inferior a esse número, a responsabilidade é do governo estadual. No caso dos veículos irregulares - cadastrados no Cadin - a inspeção também é obrigatória. Quem não a fizer terá o licenciamento do veículo bloqueado, estará sujeito a multa e não terá reembolso da tarifa de inspeção em 2009. Para transferir de proprietário ou de município, também é obrigatória a inspeção ambiental veicular, sem a qual o interessado não obtém a autorização. E permanece com o licenciamento bloqueado. O cidadão que está com o carro em dia terá o reembolso da tarifa de inspeção quando aprovado. As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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