Em ex-blog, Maia dá recado a Cabral sobre violência no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), mandou um recado ao novo governador, Sérgio Cabral (PMDB), em relação à situação de violência que assola o Estado. Para o pefelista, o novo governo terá que ter sangue-frio para combatê-la. "O que cabe é o novo governo ter sangue frio. Entender o que está ocorrendo. E dar respostas práticas a curto prazo direcionadas a ampliar a percepção de proteção por parte da população", disse o prefeito, por meio do seu boletim eletrônico de análise política, ex-blog. E acrescentou, dizendo que só se consegue resultados "aumentando muito o policiamento ostensivo, e imediatamente". Maia avaliou como "bons sinais" as declarações de Cabral de que irá introduzir a jornada integral dos policiais, "multiplicando o policiamento, progressivamente, bairro a bairro".Maia não deixou de disparar críticas aos governos do casal Anthony e Rosinha Garotinho. O prefeito lembrou do livro Violência e Criminalidade no Estado do Rio de Janeiro realizado pelo sociólogo e ex-secretário estadual do Rio de Janeiro Luiz Eduardo Soares, a pedido de Anthony Garotinho (PMDB). De acordo com o pefelista, "nunca uma farsa política foi tão desmascarada"."Oito anos atrás (Garotinho) brandia um livrinho. Nele estariam contidos todos os ensinamentos para acabar com a violência e derrotar o crime organizado. Oito anos depois se encerra um ciclo trágico para o Rio: um sanduíche de demagogia e empulhação, com tempero da blasfêmia mais descarada usada como discurso político. O livrinho (Violência e Criminalidade...) ficará, mas como símbolo de impostura", atacou.Maia comparou os recentes ataques no Rio de Janeiro com outras situações, como as que foram conferidas ainda este ano em São Paulo, por ações do crime organizado PCC, e ainda em Vitória, em 2004, e novamente no Rio de Janeiro, em 2002, quando o tráfico chegou a dar ordens para o fechamento do comércio em vários bairros. "O alvo de fato agora no Rio não é diversificado e não aponta para a população até porque esta não tem nada a fazer ou exigir, como no caso dos presídios, pois a resposta pode ser dada pela autoridade. As ações de ontem foram de natureza diferente das anteriores. Tiveram um foco claro e definido: policiais, postos policiais, delegacias e quartéis", avaliou. Em relação ao ataque no ônibus da Viação Itapemirim, que deixou sete civis mortos e 12 feridos, o pefelista diz: "Só se explica pelo fato de os bandidos estarem drogados".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.