Em grampo, juiz cita lobby para Cabral manter secretário

Até o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), foi contatado por integrantes da suposta quadrilha acusada de negociar decisões no Judiciário em favor da máfia que explora caça-níqueis, segundo indicam conversas interceptadas por grampos da Polícia Federal, segundo o Estado desta terça-feira. Em conversa telefônica, o juiz do Tribunal Regional do Trabalho Ernesto Luz Dória Pinto diz ao delegado federal Edson de Oliveira ter procurado o governador para pedir a manutenção de Roberto Precioso Júnior como secretário de Segurança. O diálogo foi captado de um celular usado pelo juiz. A gravação foi feita em 23 de outubro de 2006, quando o novo governo estava em formação. Dória afirmou que "eles" tinham de lutar para o "outro" (possivelmente Precioso, diz a PF) continuar, e disse que "falou com Sérgio Cabral". O governador, segundo o magistrado, disse que queriam que "empurrasse" (nomeasse) um tal de Eleautério (sic). Dória disse que, na conversa, afirmou que "Eleautério" era coronel e "nada tinha a ver" com segurança. Dória foi um dos 25 presos na Hurricane, mas foi libertado. Aparentemente, Dória, no contato grampeado, confundiu nomes. Em outra conversa telefônica entre ele e Oliveira, também grampeada, posterior à primeira, o juiz afirmou: "Eu já soube que está correndo por fora um candidato (a secretário de Segurança) fortíssimo, um tal de Astério (Pereira, secretário de Administração Penitenciária no governo Rosinha)". Astério foi cotado para o posto. Poderia ser, portanto, o "Eleautério".

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 11h01

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