Em Itajaí, saques incluem até alimentos estragados

Pelo menos dez locais - entre supermercados e farmácias - foram saqueados nos últimos dias

Fabiana Marchezi, do estadao.com.br,

26 de novembro de 2008 | 15h34

"É muito triste você ver as pessoas saqueando comida para não morrer de fome. Elas estão aproveitando tudo. Até alimentos estragados estão sendo levados". Foi assim que o diretor da assessoria da Defesa Civil de Itajaí, em Santa Catarina, Gilvan Muniz, resumiu a sensação de passar por uma grande tragédia.   Pelo menos dez grande estabelecimentos - oito supermercados e duas farmácias - foram saqueados nos últimos dois dias pelos moradores de Itajaí, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes que tomaram o Estado de Santa Catarina.   Segundo a Defesa Civil, duas mortes foram confirmadas, mas o número deve aumentar, já que a todo o momento o órgão recebe informações sobre corpos encontrados. A retirada dos corpos está complicada por conta do difícil acesso aos bairros. Os mais de 140 mil desalojadas e desabrigados ocupam 17 abrigos oficiais, igrejas e escolas.       Veja também: Seis cidades decretam estado de calamidade Lula sobrevoa áreas atingidas nesta quarta Temporão anuncia R$ 100 milhões para medida de socorro Força Nacional de Segurança segue nesta tarde para SC População pode consumir água de piscinas Cerca de 80 mil imóveis continuam sem luz Chuva deve continuar até sexta-feira Banco do Brasil anuncia ajuda a clientes de Santa Catarina Defesa Civil abre conta para doações Tragédia em Santa Catarina  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Número de vítimas deve subir  Para governador, será preciso muito recurso  Morador de Blumenau relata a situação      "As pessoas estão desesperadas. Nós estamos vendo corpos boiando ao nosso lado. Nunca houve uma cheia com essa proporção. Em duas horas, a cidade estava submersa. Nós vivemos dois momentos de horror: quando vimos a água subir e depois que a água baixou e pudemos olhar a destruição", acrescentou Muniz.   O órgão conta com 200 agentes que trabalham incessantemente para socorrer e alimentar as vítimas. De acordo com Muniz, pelo menos 12 corpos já foram retirados da água e ainda não entraram na contagem oficial. A Defesa Civil está disponibilizando água potável para a população e o diretor garantiu que punirá quem for flagrado vendendo o produto a preço abusivo.

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