Em luto, clubes cancelam carnaval em Santa Maria

Quatro agremiações e uma associação resolveram suspender festividades

Marianna Antunes, Especial para o Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2013 | 09h17

Quatro clubes cancelaram o baile de carnaval que fariam em Santa Maria, no Rio Grande de Sul, por causa do clima de luto da cidade.Na madrugada de domingo, 27, 231 pessoas, a maioria jovens, morreram após um incêndio na boate Kiss.

Entre as agremiações que resolveram cancelar seus bailes estão o Avenida Tênis Clube (ATC), o Clube Dores,o Socepe e o Esportivo.A Associação das Entidades Sociais de Santa Maria também suspendeu a festa.

Até a conclusão do inquérito policial que investiga as causas e responsabilidades sobre o incêndio na boate Kiss, o prédio ficará isolado. O trânsito na Rua dos Andradas, em frente ao local, deverá ser liberado nesta terça-feira, 29. A casa noturna fica no centro da cidade e é um ponto de muito movimento. O uso de tapumes deve ser utilizado para isolar a área. 

Entenda. Os proprietários da casa noturna Kiss Elissandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e Luciano Bonilha, auxiliar do grupo, foram presos nessa segunda-feira, 28. Eles são investigados pela polícia como responsáveis pela tragédia que deixou 231 mortos na boate em Santa Maria, na madrugada de domingo. Outros 75 estão internados em estado gravíssimo. 

Bonilha é acusado de acender o sinalizador conhecido como “sputnik” dentro da casa, o que teria provocado a tragédia. Segundo o delegado que investiga o caso, porém, ninguém assumiu o uso do artefato. A polícia suspeita que provas consideradas fundamentais para a investigação tenham sido adulteradas. 

Os donos da casa não forneceram as imagens do circuito interno de TV e teriam retirado os registros do caixa central antes da perícia, o que poderia mostrar se havia mais gente do que o permitido no local. O Ministério Público estudar acusar os quatro por homicídio com dolo eventual. Em encontro com prefeitos em Brasília, a presidente Dilma Rousseff pediu que a fiscalização de boates seja intensificada. 

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