Em meio a mudanças na Anac, Jobim depõe à CPI do Apagão

Nesta terça, ministro da Defesa vai à Câmara, após ter sinalizado que reestruturação começa daqui a 15 dias

28 Agosto 2007 | 08h32

Em meio às recentes mudanças na cúpula da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai à CPI do Apagão Aéreo da Câmara nesta terça-feira, 28. Jobim, que iria depor na semana passada, deve comparecer ao Congresso às 10 horas. O ministro assumiu a pasta no dia 25 de julho, oito dias depois do acidente com o vôo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos em Congonhas. Jobim recebeu "carta branca" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adotar medidas que ponham um fim à crise aérea.    Outro diretor da Anac pede demissão e adia saída de Zuanazzi  Para técnico da Anac, norma que evitaria tragédia estava valendo   Na segunda-feira, 27, Jobim, se reuniu com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, para discutir questões ligadas à reestruturação da Anac, e a substituição da diretora Denise Abreu, que pediu demissão na sexta-feira, 24 Apesar das dificuldades de encontrar nomes para os cargos nesta área, o ministro quer promover uma completa mudança na Agência, dentro de, no máximo, 15 dias. "As coisas vão acontecer depois do 7 de setembro", disse o ministro.     O ideal para o governo era que a diretoria da Anac pedisse afastamento, particularmente o seu presidente, Milton Zuanazzi. Mas, até agora, o único que deve pedir afastamento foi o diretor e coronel da reserva Jorge Veloso, que anunciou que vai entregar uma carta de renúncia às 11 horas desta terça ao comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.   Aviação Civil   Nesta terça, a CPI ao Apagão instala a subcomissão especial destinada a elaborar a Lei Geral da Aviação Civil, que visa unificar a legislação existente sobre aviação civil. A nova lei, se aprovada, substituirá a Lei 7565/86, que estabelece o Código Brasileiro de Aeronáutica.   Na segunda, Jobim afirmou que espera promover mudanças de estrutura no setor, o ministro Jobim informou que "a parte institucional já está praticamente pronta" e que a sua idéia é criar a Secretaria de Aviação Civil, mas não sinalizou quem indicará para o cargo. Tudo indica, no entanto, que esta secretaria, que também funcionará como secretaria-executiva do Conselho de Aviação Civil (Conac) e que ficará encarregada de cobrar ações do setor aéreo - Infraero, Decea (controle do tráfego aéreo) e Anac - deverá ser ocupada pelo assessor especial do ministro, brigadeiro Jorge Godinho.

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