Em meio à pressão, homenagem para Lula

Ao mesmo tempo em que pressiona a presidente eleita Dilma Rousseff por maior espaço dentro da futura equipe de governo, a cúpula do PMDB quer homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por conta disso, convidou Lula para um jantar, na próxima quarta-feira, na casa do deputado Eunício Oliveira (CE), em Brasília. O comando do partido também convidou Dilma para o encontro.

VERA ROSA, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

"O PMDB está totalmente paz e amor e quer agradecer a correção do presidente Lula", resumiu o líder da bancada do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

Interessado em presidir a Casa, Alves afirmou que Lula foi "leal, correto e honesto" com o PMDB durante seus dois mandatos.

A aliança de Lula e o PMDB se solidificou até mesmo às custas do PT. Na crise que tomou conta do Senado em 2007 e culminou com a renúncia do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência da Casa, Lula censurou o PT que queria, na ocasião, ocupar o cargo.

No entanto, foi rápida e forte a reação de Lula, agora, à montagem de um superbloco partidário na Câmara dos Deputados liderado pelo PMDB.

A manobra pretendia aumentar o poder de fogo da legenda e pressionar a presidente eleita em plena montagem do ministério a ceder maiores espaços para os peemedebistas.

"O PT e PMDB estão condenados a se entenderem e governar juntos", disse o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, desalojado do governo na esteira do mensalão, mas um dos soldadores da aliança, poucos dias depois da vitória de Dilma.

"Na gestão Dilma, o PMDB terá muito mais compromisso do que no governo Lula, até porque elegeu o vice-presidente", diz Alves.

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