Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Em meio a protestos, Câmara do Rio cancela plenária desta quinta

Presidência da Casa afirmou em nota que parlamentares estão sendo agredidos na entrada, onde ocorre ato pela mudança da CPI dos Ônibus

O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2013 | 17h12

Alvo de protestos pela mudança na composição da CPI dos Ônibus, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro cancelou a reunião plenária que ocorreria nesta quinta-feira, 15. Em nota assinada pela presidência, a Casa informou que os parlamentares estão sendo agredidos pelos manifestantes e não estão conseguindo chegar ao local. Às 16h50, o ato contra a comissão que investiga o transporte coletivo na cidade interditava a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no sentido Candelária, na altura da Avenida Passos. A Avenida Rio Branco, no centro, foi reaberta aos carros às 16h30, após seis horas fechada.

A revolta foi causada pelo fato de a reunião entre membros CPI desta quinta ter ocorrido a portas fechadas. Os manifestantes acusam a comissão de ser governista e reivindicam mais espaço para a oposição no grupo. Apenas 11 manifestantes que ocupam a sede do Legislativo municipal desde sexta-feira, 9, foram autorizados a acompanhar a sessão da CPI.

Mais cedo, dois manifestantes que participavam do protesto em frente à Câmara, na Cinelândia, centro da capital, foram detidos por agredirem policiais militares e levados à 5ª DP (Mem de Sá). O vereador Professor Uoston (PMDB), aliado do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e designado relator da CPI, foi atingido nas costas por um ovo e hostilizado quando deixou o prédio da Câmara. O táxi onde o vereador entrou foi cercado por manifestantes.

A orientação da Policia Militar (PM) tem sido manter a distância enquanto a manifestação for pacífica. Não há expectativa de interferência para a liberação do trânsito. Cerca de 60 pessoas ocupam a entrada da Câmara de Vereadores, onde um grupo acampa desde sexta-feira, 9. Em torno de 20 pessoas continuam interceptando os carros na esquina das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso.

Durante a manifestação, ativistas cercaram um carro da polícia, que foi impedido de passar e acabou voltando pela Rio Branco na contramão. Manifestantes também escalaram parte do prédio do Museu Nacional de Belas Artes, de onde exibiram faixas.

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