Em meio a protestos, Prefeitura de Porto Alegre derruba árvores para obra

Manifestantes que tentavam impedir corte foram levados para delegacia

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2013 | 15h25

PORTO ALEGRE - Depois de três meses de protestos de ambientalistas, a Prefeitura de Porto Alegre derrubou 57 árvores da praça Júlio Mesquita e proximidades da Usina do Gasômetro, na região central da cidade, na madrugada desta quarta-feira, 29. O corte estava autorizado pela Justiça desde a semana passada e foi feito em horário incomum para esse tipo de operação para evitar eventuais confrontos com grupos mobilizados contra a retirada. Mesmo assim, a Brigada Militar foi acionada para afastar cerca de 60 ativistas que mantinham acampamento no local e prometiam impedir o corte. A maioria desistiu sem resistência. Alguns deles resistiram e foram levados a uma delegacia para assinar termo circunstanciado.

A retirada das árvores dará espaço à duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, obra do caderno de encargos do município para a Copa de 2014. A via tem seis quilômetros e é um dos acessos ao estádio Beira-Rio, do Internacional. Logo que o corte começou, em fevereiro, ambientalistas se mobilizaram, subirem à copa das árvores para impedir que a derrubada prosseguisse e promoveram protestos na cidade. O caso foi parar na Justiça, que, depois de suspensão inicial, autorizou a supressão mediante garantias de plantio de árvores em outros terrenos públicos da capital gaúcha. Inicialmente seriam cortadas 115 árvores, mas o número caiu para 83 depois de algumas readequações do projeto. Do total, 57 foram cortadas nesta quarta-feira.

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