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Em meio ao zika, PE ergue galo gigante e dá início ao carnaval

Segundo organizadores da festa, surto não vai afastar os foliões; em Olinda, dia foi dedicado à lavagem das ladeiras

MONICA BERNARDES, Especial para O Estado

04 de fevereiro de 2016 | 19h01

RECIFE- O carnaval em Pernambuco já está a todo vapor e organizadores da festa em Olinda e Recife afirmam que o surto de zika não vai afastar o folião das ruas. Nesta quinta, a alegoria do galo gigante - que se tornou símbolo do carnaval de Pernambuco - já reina absoluta na Ponte Duarte Coelho, localizada na região central da capital pernambucana. A escultura de 27 metros de altura e 33 toneladas começou a ser montada ainda na noite da quarta-feira e no final da tarde desta quinta, ficou de pé, encantando turistas e moradores que aguardavam seu “despertar”. 

Este ano, o bloco Galo da Madrugada homenageia o cantor Chico Science, morto em um acidente de carro em 1997, e o Maestro Forró, um dos ícones da cultura local na atualidade. Os organizadores do carnaval em Pernambuco, tanto em Recife como em Olinda, afirmam que "nem a zika ou a economia em crise afastam o folião do carnaval".

E a roupa do 'Galo Maestro-Mangue Boy' conquistou os foliões. Este ano ele surgiu vestido com as cores verde e vermelho. Na coxa, guarda a flauta do Maestro Forró e, no rosto, ostenta os óculos de Chico Science. O galo é a maior escultura carnavalesca do mundo, segundo o Guinness Book. Com estrutura de ferro, a peça é coberta por fibra de coco, material leve, resistente e sustentável.

No início da noite, os organizadores do bloco realizaram o desfile do “Galo ao contrário”, arrastando milhares de foliões. O desfile é, na verdade, um teste de percurso para o grande dia do gigante do Carnaval, no Sábado de Zé Pereira, 6.

Em Olinda, o dia foi dedicado à lavagem das ladeiras por onde milhares de foliões passam durante o carnaval. Cerca de 120 profissionais lavaram as ruas, às 6h30, ao som de muito frevo e em clima de festa. Para a limpeza completa, foram gastos 16 mil litros de água de um caminhão-pipa, e 200 litros de essência de eucalipto.

Contrariando a epidemia de zika, chikungunya e dengue que castiga o Estado e até mesmo as dificuldades provocadas pela crise econômica que atinge todo o País, o carnaval de 2016 segue em ritmo acelerado, ao ritmo do frevo e do maracatu. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) em Pernambuco, a taxa de ocupação de hotéis no Estado, em 2016, atingiu o índice de 85% em Recife, 90% em Porto de Galinhas (balneário localizado no litoral sul do Estado) e 90% em Olinda. Os números são inferiores aos de anos anteriores, mas são considerados “bons” em função do momento econômico turbulento.  

 

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