Em MG, réu do mensalão perde vaga de suplente

Réu no processo do mensalão, o ex-deputado federal Romeu Queiroz (PSB) promete recorrer à Justiça eleitoral para garantir um lugar na Assembleia Legislativa de Minas. Ele é o primeiro suplente da legenda e esperava assumir uma vaga com a nomeação do deputado Wander Borges (PSB) para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social. O problema é que a nova Mesa Diretora do Legislativo mudou o entendimento adotado em dezembro e convocou Juninho Araújo (PTB), suplente pelo critério da coligação.

Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2011 | 00h00

Na prática, a decisão do novo presidente da Assembleia, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), prejudicou apenas Queiroz. "Em dezembro e janeiro a Casa já havia seguido a interpretação do Supremo Tribunal Federal, que concedeu duas liminares favorecendo suplentes pelo critério partidário. Agora mudaram", reclamou Queiroz.

Processo. Queiroz responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação contra os acusados de envolvimento no mensalão. Apesar de ter sido absolvido no processo de cassação de mandato na Câmara, em 2006, ele não conseguiu se reeleger. Agora, havia ganhado a chance de voltar ao cenário político.

O novo presidente da Assembleia alega que decidiu seguir o "caminho do Congresso Nacional", que convocou suplentes pela ordem da coligação.

Juninho Araújo é o segundo suplente da coligação Justiça Social e Trabalho, que uniu PTB e PSB nas eleições de 2010. O primeiro suplente, Delvito Alves (PTB), já havia sido empossado no lugar do correligionário Bráulio Braz, nomeado secretário de Esportes e Juventude.

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