Em Minas, aecistas pedem ''o fim das intrigas e fofocas''

A menos de uma semana da convenção nacional dos tucanos, o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, cobrou ontem "o fim das intrigas e fofocas internas'' e disse que os líderes devem "colocar as cartas na mesa".

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Aliado de Aécio Neves, Pestana criticou a forma como o nome do ex-governador José Serra vem sendo cogitado para o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Na semana decisiva da convenção - marcada para sábado, em Brasília -, causou desconforto em Minas a iniciativa do presidente da Assembleia paulista, Barros Munhoz, de "lançar" o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) para a presidência do PSDB.

"É tudo nota (na imprensa) e especulação, ninguém assume. O Serra nunca se lançou para a presidência do ITV nem o Aloysio à presidência do PSDB", afirmou Pestana. O grupo ligado a Aécio apoia a reeleição do presidente Sérgio Guerra (PE) e Tasso Jereissati (CE) para o ITV.

Os aecistas também querem manter a secretaria-geral, hoje nas mãos do deputado federal Rodrigo de Castro (MG). Pestana enxerga Serra apenas como integrante de um conselho de notáveis da legenda, que será defendido pelo PSDB-MG na convenção.

Nos bastidores, o argumento mineiro contra Serra na cúpula do PSDB é a necessidade de esta representar a dimensão nacional do partido. "Fizemos oito governadores, que representam 50% do PIB e uma população governada pelo PSDB de 64 milhões de brasileiros, em oito Estados". O partido, diz ele, vive um momento decisivo e precisa se organizar para atuar quando "a lua de mel com o governo Dilma acabar".

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