Em Olinda, maracatus fazem homenagem a Mestre Salu

Considerado o embaixador da cultura pernambucana, Manoel Salustiano da Silva morreu no ano passado

Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

24 Fevereiro 2009 | 00h00

Os maracatus de baque solto se apresentaram com vigor, colorido e alegria, como em procissão, na tarde de ontem no Espaço Ilumiara Zumbi, Cidade Tabajara, em Olinda, para reverenciar Manoel Salustiano da Silva, o mestre Salu. Considerado o embaixador da cultura pernambucana, ele morreu em agosto do ano passado e sua história, suas conquistas e sua luta pela preservação da cultura popular foram o principal tema das toadas feitas durante a apresentação das agremiações. O primeiro a se apresentar foi o Piaba de Ouro, criado por Salu em 1977. Coube a seu filho Cleiton Salu, de 31 anos, puxar a toada em que pranteou sua partida e falou da saudade de Salu como pai e mestre. "Meu pai merece", afirmou Manoelzinho Salu, de 40, presidente do Piaba e da Associação de Maracatus de Baque Virado, que tem sede em Aliança, na Zona da Mata, a 86 quilômetros do Recife. Depois do Piaba, se revezariam no Ilumiara dezenas de maracatus, como o Leão Vencedor, de Carpina, e o Pavão Dourado, de Tracunhaém. A previsão era de só pararem por volta das 3 horas da madrugada de hoje, retomando o desfile em Aliança, durante todo o dia, com outros maracatus. "Todos os 105 maracatus de baque virado cadastrados na Associação participarão", garantiu Manoelzinho. Ele contava também com a participação das 28 agremiações que desfilaram ontem no já tradicional encontro de maracatus de baque solto de Nazaré da Mata, zona rural. O Cambinda Brasileira, fundado em 1918, o mais antigo da cidade, e o Estrela de Ouro, de Aliança, foram alguns dos que mais brilharam, com mais de 130 integrantes cada um.

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