Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Em Osasco, 50 barracos sob risco foram demolidos

Área deverá ser reflorestada para evitar novas invasões; 20 famílias precisaram ir para abrigo

Mônica Cardoso e Marcela Spinosa, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Cinquenta barracos que corriam risco de desmoronamento no Morro do Socó, em Osasco, na Grande São Paulo, foram demolidos ontem. Eles estavam interditados desde a terça-feira, quando um deslizamento de terra atingiu quatro barracos e provocou a morte de 4 pessoas: a dona de casa Rosemeire dos Santos, de 28 anos, e os filhos Mateus, de 8, Isaac, de 7, e Tainara, de 3 anos. A área de maior risco será cercada para evitar ocupações e será feito um trabalho de reflorestamento, para que a vegetação ajude na prevenção de erosões.

Das 50 famílias que moravam na área, 20 foram encaminhadas para um abrigo e 30 preferiram ir para casas de parentes, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Osasco - as famílias levaram os pertences. A Secretaria Municipal de Habitação ainda não sabe o que fazer com as pessoas retiradas do local. Entre as 50 famílias, algumas já estavam cadastradas para receber, no futuro, o Bolsa Aluguel, no valor de R$ 300.

O Morro do Socó é uma das cinco áreas de Osasco que recebem recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para obras de urbanização. Para evitar que a encosta seja ocupada novamente, a área será cercada e reflorestada.

ENTERRO

O sepultamento do corpor de Rosimeire e do de seus filhos ocorreu ontem, às 13 horas, no Cemitério Santo Antônio, em Osasco. O corpo da desempregada foi encontrado no dia do deslizamento e, os das crianças, anteontem, quase 28 horas depois do início das buscas pelos bombeiros. Rosimeire tinha ainda outra filha, Tatiane, de 11 anos, que vive com a avó materna e escapou da tragédia.

Os quatro foram enterrados sob o olhar de parentes, amigos e curiosos. O pai de Tainá, o ajudante de coleta de lixo Nivaldo de Lima, de 42 anos, carregou o caixão da filha. "Agora é só Deus quem está comigo. Só ele vai me ajudar", disse, na saída do funeral. O caixão de Mateus foi levado pelo pai, o motorista Cláudio Aparecido Bueno, de 42 anos.

"A terra levou todos embora e agora eles voltaram para debaixo dela. Não foi justo eles morrerem assim", afirmou Rosângela dos Santos, irmã de Rosimeire. Everton dos Santos, outro irmão, se debruçou sobre as flores e chorou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.