Em PE, 43 pessoas são presas por extermínio

Numa megaoperação montada para desarticular grupos de extermínio e tráfico de drogas que atuam na Região Metropolitana do Recife, cerca de 420 policiais (militares e civis) de Pernambuco prenderam, até o fim da tarde de ontem, 43 pessoas. De acordo com o delegado Joel Venâncio, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as prisões atingiram três grupos de extermínio, acusados de executar pelo menos 36 pessoas este ano. A ação ganhou o nome de Operação Guararapes, numa alusão ao município de Jaboatão dos Guararapes, vizinho do Recife, para o qual foram expedidos a maior parte dos 52 mandados de prisão e 53 de apreensão. Entre os suspeitos de pertencer aos grupos de extermínio estão dois candidatos a vereador de Jaboatão e três policiais - um civil, um militar e um bombeiro. Além deles, também estão na lista comerciantes e empresários, incluindo o dono de uma retífica de automóveis, onde supostamente funcionava um desmanche de carros. VÍTIMA A comerciante Laudicéia Tavares soube da operação pela imprensa. Em setembro, ela viu o filho, Diego, de 19 anos, ser assassinado na frente de casa, em Jaboatão. "Durante as investigações, cansei de falar para os policiais quem eram os cabeças desse grupo, mas nada acontecia. Recebi diversas ameaças porque nunca aceitei a morte do meu filho calada. Quando soube das prisões, vim correndo para ver se via a cara deles. Mas quando cheguei todo mundo já estava lá dentro da delegacia."

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