Em Praia Grande, águas-vivas ainda atacam turistas

Ontem, foram mais 12 casos; alta temperatura justificaria o surto

Rejane Lima, PRAIA GRANDE, O Estadao de S.Paulo

30 de dezembro de 2007 | 00h00

Sol, calor, mar quente e praias lotadas trouxeram novos casos de banhistas atacados por águas-vivas em Praia Grande, na Baixada Santista, no maior surto dos últimos tempos. De quinta-feira à noite até as 20h30 de ontem, 256 pessoas deram entrada nos três prontos-socorros da cidade com lesões ocasionadas pelo contato com os animais, 14 ontem. Isso sem contar as vítimas que não procuraram atendimento médico. Esse é o caso do ajudante de barraqueiro Ednaldo Afonso da Silva, de 34 anos, que foi atacado na tarde de sábado. Com a mão machucada e a boca ferida, Silva estava trabalhando no domingo, mesmo ainda sentindo um pouco de formigamento nas partes atingidas. "Doeu muito, mas eu passei cachaça e não quis ir para o hospital. Hoje que eu soube que o melhor mesmo era ter passado vinagre". Além de vinagre, o tratamento consiste em medicação para a dor e antialérgico em alguns casos, explica o secretário adjunto de Saúde de Praia Grande, Adriano Bechara. Segundo ele, o sistema de saúde do município foi surpreendido pelo número de ocorrências e acabou tendo de ampliar o esquema especial que ocorre todos os anos para atender vítimas do metazoário. "Esse ano tivemos um aumento de mais de 300%, então em cada PS desde a quinta-feira há um responsável por esse tipo de atendimento", afirmou Bechara. O médico disse que nos 11 anos que trabalha na rede pública de Praia Grande nunca tinha visto um "surto dessa magnitude". "A gente contatou uma bióloga e ela disse que o aumento foi por causa da temperatura do oceano, as águas-vivas vêm atrás de águas quentes", disse. Com cerca de 200 mil habitantes, Praia Grande tem 90 mil imóveis de veraneio (60% do total) e a população chega a 1 milhão de pessoas no auge da temporada, como no réveillon e no carnaval.

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