Em provocação a Lula, Alckmin diz que chegará ao segundo turno

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou que em resposta "à roubalheira e à corrupção no governo", chegará ao segundo turno da eleição. "Chega de roubalheira é o recado que o Brasil vai dar nas urnas no próximo domingo", afirmou Alckmin, durante carreatas em João Pessoa e em Campina Grande, na Paraíba, neste domingo, 24.Na capital paraibana Alckmin teve um mal-estar. Recolheu-se por seis horas num hotel e depois foi para Campina Grande, onde participou de uma carreata com mais de mil veículos.O tucano foi saudado como futuro presidente da República e muito assediado por populares, que o cercavam e gritavam: "Vamos pegar nele, ele nunca deve ter visto tanta gente". Em resposta, Alckmin gritava: "Vamos para o segundo turno, o Brasil não pode perder mais tempo, porque quando tem um governo ruim sob o ponto de vista ético, corrupção e desmandos, e que não funciona, que tem crescimento baixo, quem paga não é o governante, mas o povo. Então, tem que mudar". Ainda em João Pessoa, Alckmin acusou o governo Lula de envolver instituições públicas como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) "na política do crime". Ele se referia à suspeita de que o diretor de análise de risco do BB, Expedito Afonso Veloso, tenha violado o sigilo bancário de Abel Pereira, apontado como intermediário de um esquema de corrupção que envolveria o ex-ministro da saúde, Barjas Negri (PSDB). A Caixa participou do mesmo crime - o que custou o cargo do então presidente Jorge Matoso - quando, para tentar salvar Antonio Palocci, violou o sigilo do caseiro Francenildo Costa.Mais uma vez, o candidato tucano cobrou do governo, a origem do dinheiro, R$ 1,75 milhão, que seria usado por petistas para comprar o dossiê . "É óbvio que as pessoas presas não tinham este dinheiro. De onde vem o dinheiro? Como o dólar entrou no Brasil? Entrou de forma ilegal. Uma semana depois , as denúncias não foram explicadas pelo governo. De novo, envolve o PT, a direção do PT, o governo Lula e o Palácio do Planalto", disse Alckmin. Em resposta ao que o presidente Lula, que sábado, 23, declarou ser "mais ético do que um balaio de tucanos", Alckmin respondeu: "O povo brasileiro está cansado de discurso. Infelizmente, há um abismo entre o falar e o fazer. E isso tira a credibilidade da política", disse. "Precisamos de menos discursos, mais exemplos e mais ações". Alckmin lamentou que o PT tenha aparelhado o Estado. "Isso serve, muitas vezes, para ações criminosas e graves. O presidente da República ainda deve explicações para a sociedade".Nesta segunda-feira, 25, em São Paulo, haverá um grande ato organizado pelo PSDB contra a corrupção. "Temos um governo que sob o ponto de vista ético é um descalabro, do ponto de vista de gestão não funciona e do ponto de vista do crescimento econômico, repete 2%; é o último da fila", disse Alckmin.

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