Em Ribeirão Preto, 9 ficaram como reféns

Nove funcionários foram mantidos como reféns na Penitenciária de Ribeirão Preto, durante a rebelião que terminou por volta das 13h15 deste domingo. Com capacidade para 792 detentos, o local era ocupado por 1.102 pessoas quando o motim começou, na manhã de sábado. Mais de 100 visitantes ficaram em poder dos rebelados.Os presos, articulados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) também se rebelaram em protesto contra a transferência companheiros para o presídio de Presidente Venceslau. Daquela penitenciária foram transferidos 15 deles.Além de Ribeirão Preto, unidades prisionais em Serra Azul, Franca e Jaboticabal também viveram tumultos. Até o final da tarde de domingo, as cadeias de Franca e Jaboticabal ainda estavam dominadas pelos presos. Durante a rebelião em Jaboticabal, os presos atearam fogo no corpo de diretor da cadeia, Adelson Taroko. Ele foi levado em estado grave para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.Do lado de foraAs cidades da região viveram um final de semana tenso, com ataques a bases policiais e a PMs nas ruas. Em Ribeirão Preto, um agente penitenciário e um soldado da guarda ambiental foram assassinados. O dono de um supermercado levou um tiro na perna ao ser confundido com um policial militar. "Do nada, apareceram pessoas atirando contra nós. Não sei a razão, mas nos confundiram com militares", disse Mauro Merino, cunhado da vítima.Em Franca, um cabo da PM levou um tiro no queixo. Duas pessoas foram atingidas por balas perdidas, disparadas na rua contra policiais civis e militares. Um comerciante foi atingido por duas balas e levado ao hospital, sem correr risco de morte. Uma mulher também levou um tiro no braço. Ela está internada na Santa Casa da cidade. Os atentados ocorreram no sábado à noite.

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