Em Sorocaba, romaria atrai 10 mil fiéis no 1º dia do ano

O novo ano começou com orações e penitência para cerca de 10 mil fiéis que participaram, na manhã desta segunda-feira, dia 1º, da tradicional Romaria de Aparecidinha, em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. Os romeiros venceram a pé os 15 quilômetros que separam o santuário de Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Aparecidinha, da Catedral Metropolitana, na região central da cidade. O arcebispo dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues abriu a romaria, realizada há 106 anos, com uma missa em homenagem à padroeira no pequeno santuário. No sermão, fez referência ao Dia da Paz Mundial, celebrado nesta segunda, e um apelo ao fim da violência. A multidão não coube na igreja e se aglomerou do lado de fora. A prefeitura colocou ônibus extras, a partir das 4 horas, para levar os romeiros até o bairro. Na caminhada de volta, os fiéis se revezaram para carregar um andor com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Muitas pessoas estavam vestidas de branco e faziam pedidos para o ano que se iniciava. "Vim pedir paz para o mundo, menos crimes no Brasil e saúde para a minha mãe, que está doente", disse a feirante Maria da Glória Damasceno. Ela acompanha da romaria há 16 anos. Na passagem pela Santa Casa, um dos maiores hospitais da cidade, a imagem foi levada até a enfermaria para os pedidos dos doentes. Na chegada à Catedral, houve queima de fogos. O pároco, padre Tadeu Rocha Moraes, recebeu a imagem da santa e celebrou uma missa campal. Conforme a tradição, a imagem ficará em um nicho especial até a primeira quinzena de julho, quando será levada de volta ao santuário. A romaria teve início depois que a febre amarela dizimou a população paulista no final do século 19. Moradores da época invocaram a proteção da Virgem Aparecida e Sorocaba foi poupada dos efeitos da epidemia.

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