Em SP, boa mesa para data histórica do Peru

Independência do país andino é comemorada com menu especial em restaurantes típicos na capital - só neste ano, mais três casas abriram

Valéria França, O Estadao de S.Paulo

30 Julho 2009 | 00h00

O sabor da comida peruana ainda é desconhecido para a maioria dos paulistanos, mas aos poucos vem ganhando admiradores. Só neste ano, três restaurantes típicos abriram as portas na cidade: o Killa, em Perdizes, na zona oeste, o La Mar, no Itaim, e o Aji, no coração dos Jardins - ambos na região sul. Isso sem contar estabelecimentos mais antigos, que incorporaram pratos peruanos. É o caso do Shimo, aberto há cinco anos no Itaim, que ganhou o rótulo de nipoperuano. Há dois meses, o restaurante contratou o chef Wilson Kinoshita, de 43 anos, que será o responsável por fazer pratos que misturem as duas culinárias. Nesta semana, os restaurantes resolveram homenagear o dia da independência do Peru, comemorado anteontem, com opções de pratos e drinks especiais. Até o dia 4, o Shimo apresenta um cardápio feito a quatro mãos, executado por Kinoshita e pela chef convidada Simone Bert, conhecida por ter aberto o primeiro restaurante peruano do Brasil, o Wanchako, em Alagoas, há 13 anos. A parceria resultou em pratos nipoperuanos com toques de brasilidade. Um exemplo é a macaxeira com queijo coalho, vieira crocante e caldo cítrico de amora, que integram um dos seis pratos servidos no menu, que custa R$ 95 por pessoa. "É uma forma de quebrar as barreiras que o Brasil tem com os países da América Latina", diz Alexandre Miqui, um dos sócios da casa, ex-dono do Gendai. "Aqui só se conhece comida mexicana, do tipo fast-food." Foi a sogra de Miqui, Dora Onoe, uma nissei peruana de 62 anos, quem despertou a paixão do genro pela culinária. O empresário comprou no ano passado a representação, no Brasil, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, do La Mar, do chef Gastón Acúrio - que tem um verdadeiro império de restaurantes espalhados pelo mundo. O primeiro La Mar brasileiro foi aberto há três meses, em São Paulo. Comandada pelo chef alagoano Fábio Barbosa, que passou três meses no Peru, a casa oferece o menu independência (R$ 90 por pessoa) até amanhã. "Para quem nunca experimentou, vale saber que quase todos os pratos têm como base três pimentas, aji amarillo, aji panca e rocoto", avisa o chef. O aji amarillo, por exemplo, aparece na composição tanto da entrada mais tradicional, o ceviche - peixe cru mergulhado numa mistura de caldo de peixe, coentro e outros temperos (conhecido como leche de tigre branca) -, como da crema volteada de chocolate, espécie de flan de chocolate. Com um ambiente mais aconchegante e descontraído, o Killa comemora a data com um menu a R$ 85, acompanhado por drinques exclusivos. Já o Aji resolveu presentear os clientes com um drinque, o pisco sour, uma aguardente típica destilada de uvas moscatel com elevado teor de açúcar, cultivadas no norte do Chile e também no Peru. ENDEREÇOS Ají: R. Bela Cintra, 1.709, Jardins, tel: 3083-4022; Killa: R. Tucuna, 689, Perdizes, tel: 3872-1625; La Mar: R. Tabapuã, 1.410, tel: 3073-1213; Shimo: R. Jerônimo da Veiga, 74, Itaim-Bibi; tel: 3167-2222

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.