JF Diorio/AE
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Em SP, governador anuncia aumento do piso regional

Novas faixas do mínimo do Estado vão variar de R$ 600 a R$ 620 para setor privado e servidores vão receber até R$ 630

Gustavo Uribe, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem as três novas faixas do piso salarial paulista para a iniciativa privada: R$ 600, R$ 610 e R$ 620. As atuais faixas do piso paulista são R$ 560, R$ 570 e R$ 580, dependendo da ocupação do trabalhador. Segundo o tucano, o reajuste beneficiará 1,4 milhão de trabalhadores.

Alckmin anunciou ainda reajuste do piso salarial do Estado de São Paulo, concedido a servidores públicos, ativos e inativos, e pensionistas, que subiu de R$ 590 para R$ 630, o que trará um impacto de R$ 21,6 milhões ao ano para os cofres públicos, beneficiando 33 mil servidores.

O novo do piso regional paulista representa um reajuste de 7,14% para a primeira faixa, 7,02% para a segunda e 6,9% para a terceira. Os porcentuais são superiores à inflação de 2010 - 6,47%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em janeiro, Alckmin havia garantido que o mínimo paulista seria superior à inflação do ano passado.

A decisão tem como objetivo fortalecer a postura da bancada do PSDB no Congresso, que vai defender proposta de reajuste do mínimo nacional para R$ 600, como prometido pelo candidato derrotado do partido, José Serra. Alckmin evitou entrar na polêmica sobre o debate do mínimo no Congresso, mas defendeu a atuação de Serra.

Sindicatos. Apesar disso, o tucano seguiu o caminho do governo federal e não acatou proposta das centrais sindicais - elas reivindicavam reajuste de 8,04%, o que elevaria a primeira faixa do piso para R$ 605. Alckmin alegou pouco tempo de discussão. "Iniciamos as discussões há apenas 30 dias. Houve pouco tempo para aprofundar o debate."

Alckmin fez o anúncio no Palácio dos Bandeirantes acompanhado apenas do secretário de Emprego e Relações do Trabalho de São Paulo, David Zaia. O governador prometeu que, em 2011, vai antecipar a data de correção do piso regional em 30 dias, passando para 1.º de março. Mais cedo, Zaia garantiu que até 2014, último ano de governo, o debate sobre o piso regional será antecipado para janeiro.

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