Em SP, hegemonia tucana não garante continuidade

Embora governado pelo mesmo partido - o PSDB - há quatro mandatos, São Paulo não é exemplo de continuidade. Há menos de um mês no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin já ordenou a revisão de todos os contratos da administração anterior com empresas terceirizadas. Também bloqueou R$ 1,5 bilhão do Orçamento do Estado logo em sua primeira semana no cargo, ordenando à sua equipe que passasse um "pente fino" no plano de investimento dos antecessores José Serra e Alberto Goldman.

Lucas de Abreu Maia e Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2011 | 00h00

Em 2007, quando sucedeu Alckmin no governo, Serra também ordenou uma auditoria de todos os contratos da administração anterior.

No atual governo, a principal inflexão deverá ser na política educacional. Alckmin não deve continuar com o programa de progressão continuada dos alunos da rede pública estadual. Instituída no governo Mario Covas, a iniciativa foi mantida pelos demais governadores. Era um dos pontos mais polêmicos da gestão tucana, e já na campanha Alckmin prometeu encerrá-lo.

O programa de remuneração de professores por mérito, uma das iniciativas defendidas por Serra, sofrerá alterações - o sindicato dos professores era um dos maiores críticos do projeto.

Na segurança pública, o novo governo planeja retomar o projeto de construir 46 presídios no interior do Estado. Também está nos planos de Alckmin a transferência dos prédios da administração estadual para o Centro da capital.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.