Em SP, história natural para todas as idades

Espaço Catavento busca a interação com o público; são 250 instalações espalhadas pelo Palácio das Indústrias

Lais Cattassini, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2009 | 00h00

A partir de hoje, o Espaço Catavento, local de exposições de ciências, preenche uma lacuna deixada pelos museus do Estado de São Paulo: a necessidade de criação de uma área de exposição de História Natural, dedicada à educação de crianças, jovens e adultos em temas complexos de maneira lúdica. Nos moldes do Museu do Futebol, que funciona no Estádio do Pacaembu, e do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, o Espaço Catavento valoriza a participação do público nas instalações.Como os outros espaços, o Catavento foi construído em uma estrutura já conhecida no cenário urbano paulistano. O Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro II, região central, foi adaptado para receber constelações, animais, figuras históricas e, principalmente, estudantes. "O prédio sempre foi razoavelmente conservado. Depois de um longo processo, concluímos que era o local ideal", afirmou o presidente do Conselho da Organização Social Catavento, Sérgio Freitas. O Palácio já foi sede da Prefeitura até 2002 e pertence ao Estado oficialmente desde 2007.Uma parceria da Secretaria de Estado da Cultura e da Secretaria de Estado da Educação investiu R$ 20 milhões para estabelecer o museu. Foram 14 meses de trabalho para construir as 250 instalações presentes nos 8 mil metros quadrados do Palácio. "Cada área foi entregue a um cenógrafo e feita em parceria com instituições e universidades", explica Freitas.O museu está divido em quatro seções. A primeira aborda o universo e traz salas com espaços que ensinam sobre as estrelas, os planetas e outros corpos celestes. A segunda seção aborda a vida e suas instalações, convidando os visitantes a conhecerem a biodiversidade brasileira, o corpo humano e a genética. O engenho, terceira parte da exposição, está destinado à mecânica. No espaço, o mais aberto do Palácio, as crianças poderão se divertir com máquinas já conhecidas por quem costuma frequentar a Estação Ciência, como o gerador eletrostático, que deixa os cabelos dos visitantes em pé.É a quarta seção, entretanto, que faz o Espaço Catavento diferente dos museus de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos, e Londres, na Inglaterra. "O Catavento aborda mais do que a natureza. Tem outros temas", explica o secretário de Estado da Cultura, João Sayad. No pavimento superior do Palácio, o tema é a sociedade. Os estudantes são convidados a discutir conflitos mundiais e problemas sociais, além de aprender a prevenir e lidar com a gravidez na adolescência.São esperadas cerca de 1.500 pessoas diariamente no museu, o que deverá resultar em 500 mil visitantes somente no primeiro ano do Espaço. O número representa um terço dos visitantes de museus estaduais em 2008 - foram ao todo 1.355.193 visitas. "O público está crescendo. A parceria com a Secretaria de Educação traz um público maior de estudantes e é importante fortificar isso. O Catavento é um museu praticamente feito para a educação", ressaltou Sayad. NÚMEROSR$ 20 milhões foram investidos pelo governo do Estado para estabelecer a nova área de exposição 8 mil m² estão disponíveis para as apresentações, num local que abrigou até 2002 a sede da Prefeitura de São Paulo. Atualmente, o prédio pertence ao Estado 1.500 pessoas são esperadas diariamente. O número representa um terço dos visitantes de museus estaduais em 2008

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.