Em SP, lotação está entre as principais reclamações

Entre as principais reclamações dos usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) recebidas pela Ouvidoria, pelo telefone (0xx11) 3293-4529, estão a lotação dos trens, os problemas no atendimento nos guichês e outros pontos das estações, o grande intervalo entre os trens, o que provoca maior espera nas plataformas, além da baixa velocidade de movimentação das composições. Em março, foram recebidas 463 manifestações de usuários, segundo a CPTM. Do total, foram 299 queixas (64,5%), 12 elogios (2,5%), 62 sugestões (13,3%), 83 pedidos de informação (17,9%) e 7 expressões livres (1,5%), cujo conteúdo não tem a ver com a empresa. Embora sem a violência física presenciada no Rio, os embarques em horários de pico nas estações mais lotadas da CPTM também envolvem tumulto e apreensão. Na Estação Brás, por exemplo, multidões aguardam a abertura das portas. Agentes chegam a se afastar na hora do embarque e depois voltam para dar colocar para dentro quem bloqueia o fechamento das portas."Uma vez eu quis descer do trem e fui empurrada para trás, caindo em cima de uma mulher", conta a telefonista Fernanda Aparecida Sousa, de 29 anos. Por isso, ela costuma pegar um trem menos cheio até a primeira estação, Tatuapé, e depois volta para o Brás no trem que seguirá até seu ponto final, Itaquaquecetuba. A operação demora 20 minutos, mas ela prefere essa viagem pois já está dentro do vagão na hora do tumulto no Brás.A CPTM tem esquema especial para embarque em 26 estações mais movimentadas do sistema. É a Operação Plataforma, que conta com 300 agentes para orientar o embarque e garantir que os passageiros fiquem atrás da linha amarela de segurança na plataforma, explica o presidente da companhia, Sérgio Avelleda. "Dentre as estações mais lotadas estão Brás (160 mil passageiros/dia), Santo Amaro (42 mil passageiros/dia), Barra Funda (160 mil passageiros/dia), entre outras. Nos horários de pico, os agentes auxiliam o embarque de gestantes e deficientes nas duas primeiras portas do primeiro vagão. Eles não ficam armados e utilizam somente apitos e colete de identificação", disse o presidente. Segundo Avelleda, "os agentes de embarque não são autorizados a empurrar os passageiros e muito menos retirá-los". "Somente em casos extremos os agentes podem retirar um passageiro da estação", ressaltou o presidente.

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