Em SP, temperatura despenca 13,7 °em 12 h

Frente fria traz umidade; sol deve reaparecer amanhã

Gustavo Porto e Carlos Alberto Fruet, O Estadao de S.Paulo

25 Setembro 2007 | 00h00

A segunda-feira foi marcada pela rápida mudança no clima da capital. Depois da madrugada mais quente do ano ontem em São Paulo, com máxima de 28,7 graus, uma frente fria vinda do sul do País fez com que os termômetros registrassem a mínima de 15 graus no fim da tarde. A chegada da frente fria também fez com que chovesse em diversos pontos da capital e o ar ficou menos seco. Enquanto no domingo a umidade relativa do ar não passou dos 23%, ontem esse número chegou a 80% na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Para os meteorologistas, no entanto, a mudança brusca na temperatura já era esperada. ''''Nós desconfiamos dos dias muito quentes e das noites abafadas, pois normalmente indicam a chegada de uma frente fria'''', explicou Marcelo Pinheiro, do Climatempo. Segundo o meteorologista, a umidade relativa do ar tende a permanecer alta nos próximos dias e o sol só deve reaparecer na quarta-feira. ''''Ainda teremos alguns períodos de estiagem durante a primavera, mas a quantidade de chuvas vai aumentar gradativamente nos próximos meses'''', disse. Por causa das temperaturas acima dos 38 graus e umidade abaixo dos 10% durante o fim de semana, a queima da palha da cana-de-açúcar, necessária para a colheita manual da cultura, foi suspensa ontem em cidades de 13 regiões paulistas. Na região de Jaú, por determinação da Justiça Federal, a queima segue proibida em qualquer horário desde o último dia 11. NO PAÍS O início da semana também foi de mudanças climáticas em quase todo o Brasil. Após um fim de semana de chuvas, o sol reapareceu no Rio Grande do Sul. Belo Horizonte registrou a tarde mais quente do ano, com máxima de 36,2 graus. Em Goiânia, a chuva acabou com o ar seco e no Rio, a velocidade do vento chegou a 80km/h. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, seis municípios já decretaram situação de emergência: Aratiba, Itatiba do Sul, Barra do Rio Azul, Bom Princípio, Erval Grande e Cruz Alta. A chuva do fim de semana também causou problemas na região metropolitana de Porto Alegre, onde 5 mil estão sem energia elétrica. No Vale do Caí, Pareci Novo, a 63 quilômetros de Porto Alegre, está isolada. O transbordamento do Rio Caí e dos arroios da região inundaram a RS-124, que liga o município de 3.479 habitantes a Montenegro, na mesma região. Pelo menos 25 residências foram invadidas pela água. ''''As aulas foram suspensas, e o comércio está parado'''', disse o prefeito Oregino José Francisco. ''''É impossível chegar e sair daqui via terrestre. Se a situação não melhorar, já tememos um desabastecimento de água potável'''', afirmou. Na vizinha São Sebastião do Caí, 3 mil pessoas foram atingidas pela inundação. Conforme a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 70% da área urbana do município está alagada. O nível do Rio Caí está 14,8 metros acima. Em Montenegro, algumas ruas estão alagadas, principalmente as mais próximas da margem do Caí.

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