Em SP, tempo de TV será ''plebiscito'' de PT e PSDB

A menos de um mês para o início do prazo para a oficialização de candidaturas, PT e PSDB seguem a pleno vapor com as negociações para ampliar o leque de aliados em São Paulo. Mais do que reforçar a campanha, as parcerias darão aos candidatos um bom tempo no horário eleitoral gratuito, que começa a ser veiculado em agosto.

Roberto Almeida e Silvia Amorim, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2010 | 00h00

A política de alianças de ambos os partidos abriu espaço para legendas que não estavam no bolo de 2006 - como a adesão do PMDB aos tucanos e a do PDT aos petistas -, o que alterou significativamente a divisão minutos e segundos para rádio e TV. Juntos, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT) devem chegar a 60% de todo o espaço dedicado à corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

A situação nesta eleição para Alckmin é bem mais confortável do que a de 2006, quando o candidato a governador foi José Serra. Naquele ano, o PSDB não teve o PMDB como aliado - sigla que, isoladamente, tem o maior peso no horário eleitoral no País, quase um minuto e meio.

Por isso, tucanos comemoram neste ano uma aliança inédita na história do partido em São Paulo. Nunca numa eleição estadual estiveram juntos PSDB, PMDB e DEM. A aliança vai garantir 6 minutos e 47 segundos de exposição, tempo superior ao de 2006.

O fato foi destacado no evento para lançar a pré-candidatura de Alckmin no fim de semana passado. "A repercussão dessa aliança é imensa em São Paulo", discursou o nome do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira.

Nanicos. Do lado petista, a máxima é a mesma. Mercadante celebra seu leque inédito na história da legenda no Estado. Em 2006, entrou na disputa apenas com PCdoB e PR como aliados. Desta vez, o partido conseguiu atrair o PDT com a vaga de vice, angariou nanicos e deixou portas abertas para o PP dos deputados Celso Russomanno e Paulo Maluf e o PSB de Paulo Skaf e Gabriel Chalita para o segundo turno.

Dirigentes petistas ressaltam a interlocução do governo federal com as legendas, o que consideram fato determinante para a entrada dos partidos na coligação. O PDT proporcionou um aumento no tempo de TV, que deve ser utilizado por Mercadante para expor um raio X do período tucano à frente do governo estadual. "Tempo de TV é para quem tem conteúdo", avisou o coordenador da campanha petista, Emídio de Souza.

Reforços. Na última semana, o PSDB ganhou o reforço de mais um aliado, o PPS. A oficialização da união ocorreu ontem.

Em relação ao PTB, a tendência, por enquanto, é de apenas um apoio informal a Alckmin. O partido tem o senador Romeu Tuma candidato à reeleição e o PSDB não ofereceu vaga para abrigá-lo em sua chapa.

No PT, o leque está praticamente fechado e uma das vagas ao Senado deve ficar com o vereador e cantor Netinho de Paula (PCdoB). A outra é da ex-prefeita Marta Suplicy. O partido deixou portas abertas para o PSB, mas uma reunião na semana passada praticamente definiu que o partido lançará Skaf ao governo.

Com relação ao PP, disputado por Alckmin e Mercadante, a expectativa é que a legenda lance Russomanno ao Bandeirantes. Ambos consideram remota a chance de atrair os pepistas para alianças e esperam o apoio para um eventual segundo turno. / COLABOROU DANIEL BRAMATTI

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.