Em SP, temporal abre cratera na Avenida Rudge

São Paulo não escapou dos temporais. Embora menos graves do que em outros Estados, as chuvas de ontem, formadas pelo calor, derrubaram árvores, alagaram ruas e causaram acidentes no interior. Na capital, uma pancada de chuva no meio da tarde causou seis pontos de alagamento. A única obstrução ocorreu na altura do número 315 da Avenida Rudge, região central, depois que o asfalto da pista, no sentido centro, cedeu. Parte da calçada foi engolida. A Eletropaulo registrou queda de energia em áreas da Vila Formosa, Pirituba, Mooca, Lapa, Itapecerica da Serra e em uma faculdade na Lapa, onde era aplicada prova da Fuvest. Acompanhe on line as notícias sobre as enchentes Veja mapa com as áreas sob risco de temporais no PaísEm Sorocaba, houve destelhamentos e alagamentos em três bairros. Uma avenida e diversas ruas precisaram ser interditadas. A enxurrada abriu cratera de três metros de diâmetro em uma delas. Um ônibus se perdeu numa curva da Rodovia João Leme dos Santos, na área urbana, e bateu numa árvore. Sete pessoas ficaram feridas. Um automóvel com três pessoas foi arrastado pela enxurrada e parou sobre a calçada. A chuva e o vento derrubaram cinco árvores no centro e uma residência foi atingida. PREVISÃOOs temporais que assolam parte de Santa Catarina desde sexta-feira só devem perder força amanhã. A previsão da Climatempo para hoje na região é de chuva intensa pela manhã e pancadas ao longo do dia. O tempo só abre na quinta-feira, quando o sistema de alta pressão responsável pelas chuvas deve dissipar-se no Oceano Atlântico.De sexta-feira até as 9 horas de ontem, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrava médias três vezes maiores que a histórica na região. Segundo a meteorologista Aline Tochio Angelo, do Climatempo, o fenômeno ocorreu porque uma frente fria estacionou nos litorais da Bahia e do Espírito Santo, brecada por uma forte massa de ar quente do Nordeste. Associada à frente fria, um sistema de alta pressão, seco, ficou parado sobre o oceano na altura do litoral catarinense, gerando ventos constantes em direção ao continente. Carregados de umidade, eles se precipitam ao deparar-se com serra. COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

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