Em viagem, Cabral rebate críticas a segurança e a seu governo

Governador do Rio disse ter uma equipe, atenta aos interesses fluminenses e que nunca se desliga do Estado

Alexandre Rodrigues, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2008 | 17h38

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que está em visita oficial à Alemanha, rebateu nesta quinta-feira, 19, as críticas sobre suas viagens internacionais. Adversários políticos acusam Cabral de estar sempre fora do Rio em momentos de crise no Estado, especialmente na área de segurança pública. Enquanto a polícia trabalha para indiciar os responsáveis pela morte de três jovens do Morro da Providência entregues a traficantes por militares e a presença do Exército na favela é questionada, Cabral tem enfrentado uma série de encontros com empresários e autoridades da Alemanha, incluindo até um jantar de gala.   Veja também: Justiça decreta prisão de 4 dos 11 militares investigados no Rio Moradores não comentam se querem ou não saída do Exército Delegado diz que é evidente ligação de militares com tráfico Militares serão indiciados por morte de jovens, diz delegado Contrariando a Justiça, Exército continua na Providência   Em meio à crise no Rio, o governador se deixou fotografar com secretários num táxi-bicicleta no Portão de Brandemburgo, coração turístico de Berlim, e foi alvo de muitas críticas. Em Düsseldorf, Cabral afirmou em entrevista que continua administrando o Estado durante as viagens porque recebe todas as informações de sua equipe. "Tenho um vice-governador, o Pezão, com quem divido essa grande responsabilidade. Ele é meu braço direito. Além disso, tenho uma equipe técnica e permanentemente atenta aos interesses do nosso Estado. Mesmo fora, não me desligo do Rio de forma alguma", afirmou, após uma reunião com a empresa Lanxess e com o governador da Renania, Jürgen Rüttgers.   Para o governador, falta uma visão moderna do mundo atual aos que o criticam. "Em um mundo globalizado, o Estado do Rio tem a obrigação de sair da toca e se mostrar. O comércio internacional é muito forte e temos que competir", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.