Em vídeo, atirador de Realengo fala sobre ataques

De acordo com o 'Jornal Nacional' da TV Globo, imagens teriam sido feitas dois dias antes do atentado

Carolina Spillari, Central de Notícias

12 Abril 2011 | 21h02

SÃO PAULO - O Jornal Nacional da TV Globo divulgou nesta terça-feira, 11, imagens de Wellington Menezes de Oliveira, o atirador da escola do Realengo. De acordo com o noticiário, as imagens teriam sido feitas dois dias antes do massacre e explicariam as razões pelas quais o ex-estudante da escola cometeu os crimes. Wellington afirmou ser solitário, não ter a quem prestar satisfação e falou sobre tirar a barba para não chamar atenção.

 

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São dois arquivos gravados em vídeo. Wellington aparece sem a barba na frente do que parece ser um muro. A imagem de seu rosto é idêntica a que está na rede social Orkut.

 

Sobre sua motivação, o atirador disse que "a luta pela qual muitos irmãos do passado morreram e eu morrerei não é exclusivamente pelo o que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defender".

 

Sua aparência e forma de agir também foram mencionadas. "Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário porque eu já estava planejando ir no local para estudar, para ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses atrás eu fui, ainda não usava barba. Fui para dar uma analisada".

 

Em outro trecho, Wellington situa o espectador no tempo e fala sobre ser solitário. "Hoje é terça-feira, Eu fui ontem, segunda, hoje é terça-feira, dia 5. Hoje é dia 5 e essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente. Eu vivo sozinho, não tenho pessoas para a dar satisfação. Mas como eu precisava ir no local, interagir com pessoas para não chamar a atenção, decidi raspar a barba".

 

Cartas. Funcionários da presidência enviaram nesta terça-feira cartas da presidente Dilma Rousseff às famílias das crianças que morreram no massacre em Realengo.

 

O texto foi elaborado pelo gabinete pessoal da presidente. No documento, Dilma diz que "não há qualquer palavra que possa reduzir vossa dor. É terrível que crianças indefesas possam perder seu futuro num momento de tamanha violência".

 

O gabinete da Presidência acrescenta que uma outra versão da carta foi encaminhada às famílias dos estudantes que ficaram feridos no dia em que ocorreu o massacre.

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