Em vídeo, atirador diz que responde desrespeito de 'maneira radical'

Imagens supostamente feitas há um ano foram recuperadas no HD do computador de Wellington

Carolina Spillari, Pedro Dantas e Bruno Lousada, Estadão.com.br

13 Abril 2011 | 18h42

SÃO PAULO - A Polícia Civil do Rio divulgou nesta quarta-feira, 13, um vídeo em que o atirador da escola de Realengo aparece lendo uma carta. No vídeo de 58 segundos, Wellington Menezes de Oliveira olha sério e fixamente para a câmera que ele mesmo pôs para gravar sentado em um sofá. Nas imagens, ele fala que as pessoas que o desrespeitaram e aproveitaram de sua bondade "descobrirão que eu sou da maneira mais radical".

 

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A última exibição do vídeo no computador do suspeito ocorreu em julho de 2010, segundo a polícia. Portanto, as imagens foram feitas antes dessa data, o que demonstra que o ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira já tinha planos de executar o crime há quase um ano. As imagens foram recuperadas no HD do atirador.

 

No vídeo, Wellington diz que "a maioria das pessoas que me desrespeitam acham que eu sou um idiota, se aproveitam da minha bondade, me julgam antecipadamente. São falsas testerais (sic). Descobrirão que eu sou da maneira mais radical. Uma ação que farei por meus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios, pelo fato de serem diferentes, de não fazerem parte grupo dos infieis, dos vesperais (sic), dos falsos, dos corruptos, dos maus. São humilhados por serem bons".

 

 

Os novos vídeos não devem influenciar na investigação da Polícia Civil sobre o massacre. O inquérito deve ser concluído até sexta-feira, mas a Divisão de Homicídios aguardará apenas os laudos da perícia na escola, o exame toxicológico e o perfil psicológico do atirador, que estão sendo produzidos pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, para remeter a denúncia ao Ministério Público.

 

Investigadores ouvidos pelo Estado revelaram que a polícia possui outros vídeos e manuscritos de Wellington, mas nada que altere o rumo das investigações. "Nós vamos estar terminado este procedimento para concluí-lo definitivamente. Sobre a inclusão destas imagens no inquérito quem decide é o diretor da Divisão de Homicídios", disse a chefe da Polícia Civil do Rio, Martha Rocha.

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