Em vigor em SP, veto a fumódromos ainda causa estranheza

CJJ aprovou projeto de lei que proibe locais que permitem fumo; medida ainda terá de passar pela Câmara

Eduardo Roberto, do estadao.com.br,

10 de março de 2010 | 18h16

O Conselho de Cidadania e Justiça do Senado (CJJ) aprovou nesta quarta-feira, 10, um projeto de lei que proíbe os fumódromos em todo o País. A medida, que ainda terá de passar pela Câmara, já vigora em São Paulo desde agosto de 2009. Desde que foi posta em prática no Estado, foram realizadas cerca de 220 mil ações de fiscalização em estabelecimentos e os agentes aplicaram 761 multas, segundo o último balanço.

 

Veja também:

linkComissão aprova projeto que proíbe fumódromos em todo País

especialPerguntas e respostas sobre a lei antifumo de SP

 

De acordo com a opinião de um grupo de fumantes e não-fumantes consultados pela reportagem, a proibição do fumo em locais fechados é uma boa medida, mas vetar os fumódromos é desnecessário. Apesar da estranheza entre alguns, segundo a Secretaria de Estado da Saúde o índice de cumprimento da lei em São Paulo é de 99%.

 

Para a publicitária Jéssica Rampazo, 23 anos, de Salvador, não-fumante, a medida é um "exagero", já que o cigarro é uma substância lícita. "Não é por falta de aviso que alguém pode dizer que não sabe sobre os males causados pelo tabaco, mas com a aprovação deste projeto, logo mais os fumantes não poderão fumar nem na rua", afirma.

 

Outro não-fumante e estudante de comunicação social de São Paulo, Caio Zinet, 22 anos, acha que a lei limita liberdades individuais da população. Além disso, Zinet também vê uma fragilidade no argumento de que os fumódromos prejudicam os funcionários de bares e restaurantes, já que "alternativas simples como não deixar os funcionários entrarem nos fumódromos são deixadas de lado."

 

A estudante de informática carioca Tatiane de Oliveira, 21 anos, ex-fumante, concorda com a lei, mas com ressalvas. "Por mim não haveria nem área para fumantes. Mas, como cada um sabe o que faz, sou contra barrar completamente o fumódromo, mas só se o local ficar realmente isolado dos não fumantes."

 

A designer de moda de Curitiba Jaqueline Carvalho, 21 anos, fuma é a favor da lei antitabaco. "Mesmo sendo fumante, acho muito bom chegar em casa depois da balada sem cheiro de cigarro. É até mais divertido fumar lá fora, dependendo do clima", brinca.

 

Texto atualizado às 19h45.

Tudo o que sabemos sobre:
Lei antifumo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.