Embaixada americana pede apoio ao retorno de S.

A embaixada dos Estados Unidos em Brasília fez ontem um apelo velado para que a Secretaria Especial de Direitos Humanos apoie a devolução de S.G., de 8 anos, a seu pai, o americano David Goldman. "O Brasil e os EUA têm um acordo internacional sobre como resolver casos de abdução de menores de seus países de residência e sua posterior retenção: a Convenção de Haia, de 1980. Ambos os países têm a obrigação de garantir que esse tratado seja respeitado", informou ontem a embaixada, por meio de nota. O texto destaca que os EUA facilitaram a devolução de sete crianças ao Brasil desde 2000.Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, se mostrou favorável à permanência de S. com sua família brasileira. A guarda é disputada entre o pai biológico e o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva. S. viveu em Nova Jersey até 2004, quando sua mãe, Bruna Bianchi, voltou ao Rio. No Brasil, ela pediu o divórcio e obteve a guarda do menino. Em agosto passado, Bruna morreu. O advogado da família brasileira de S., Sérgio Tostes, considerou o teor da nota uma intromissão na decisão "soberana" da Justiça. Ele argumentou que a criança não foi sequestrada.

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